Brasil, 29 de agosto de 2025
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Telefonemas na escola? Uma ideia prática que adultos também poderiam usar

Treinamentos sobre chamadas telefônicas nas escolas podem ajudar jovens e adultos a enfrentar a ansiedade e melhorar habilidades sociais

A questão do uso de aulas para ensinar jovens a fazer chamadas telefônicas tem causado debates acalorados, com algumas opiniões exageradas e confusas. Recentemente, a reportagem da The Independent levantou a suspeita de que escolas no Reino Unido estão promovendo aulas de preparação para ligações, principalmente relacionadas ao processo de seleção universitária.

As vantagens de ensinar habilidades telefônicas na escola

Dados indicam que 63% da população no Reino Unido já experimentou ansiedade ao telefone, embora apenas 29% tenham menos de 25 anos. Mesmo assim, jovens são proporcionalmente mais propensos a sentir medo de chamadas, uma condição conhecida como telefobia.

Segundo a chefe-executiva da UCAS, Jo Saxton, as chamadas feitas para o serviço de orientação universitária caíram cerca de um terço desde 2019, o que revela uma dificuldade crescente dos adolescentes em lidar com contatos telefônicos. Nesse contexto, treinar os alunos para fazer ligações pode ser uma estratégia eficiente para reduzir esse medo, além de desenvolver habilidades de comunicação fundamentais para a vida adulta.

Exemplo de ações nas escolas

James Johnstone, diretor do Bacup & Rawtenstall Grammar School, conta que sua instituição implementou uma oficina que ensina mais do que apenas como fazer uma ligação. Os estudantes aprendem a conduzir entrevistas para a universidade, gerir empréstimos estudantis, defender seus direitos como inquilinos e até cozinhar refeições saudáveis. Ele defende que essas ações prepararam os jovens para o “mundo real”.

Uma preparação que beneficia todos

O debate não se limita ao Reino Unido. No Brasil, muitos adultos também enfrentam dificuldades na hora de fazer ligações importantes, seja para resolver questões bancárias ou de saúde. Assim, aulas de habilidades de comunicação telefônica poderiam ser uma ferramenta útil para facilitar o cotidiano e diminuir a ansiedade social.

Por que essa discussão importa?

O real benefício dessas ações, como destaca Jo Saxton, é prepará-los para a vida, tornando o momento de se comunicar por telefone menos estressante e mais natural. Afinal, apesar do avanço das tecnologias de mensagem instantânea, a habilidade de falar ao telefone continua fundamental para diversas situações profissionais e pessoais.

Se muitas escolas forem oferecer oficinas de comunicação por telefone, cabe a nós reconhecer que esse é um investimento sensato para um momento de maior ansiedade social e digitalização crescente do mundo. Afinal, aprender a conversar de forma clara e segura é uma competência que adultos também nunca é demais.

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