Brasil, 28 de agosto de 2025
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Preços das petecas de badminton disparam com alta das matérias-primas

A escassez de penas de pato e ganso na China eleva os custos das petecas e a BWF não considera a situação crítica ainda.

A recente disparada nos preços das matérias-primas na China tem levado ao aumento vertiginoso dos precios das petecas, item essencial para a prática do badminton. Os preços destas petecas, que são as mais utilizadas pelos entusiastas do esporte, mais que dobraram nos últimos meses, causados pela crescente demanda mundial. A Federação Mundial de Badminton (BWF), no entanto, afirma que a escassez de petecas ainda não chegou a um “nível crítico”.

Aumento nos preços das petecas

O salto nos preços das petecas pode ser atribuído, em grande parte, à crescente popularidade do badminton na China. Isso se reflete na luta dos fornecedores para atender a uma demanda em alta, enquanto simultaneamente enfrentam desafios na cadeia de suprimentos global. O secretário-geral da BWF, Thomas Lund, expressou a preocupação da federação em relação aos desafios que podem afetar a participação no esporte, mas acredita que a situação ainda pode ser administrada. “Estamos cientes dos desafios da cadeia de suprimentos global e dos consequentes aumentos nos preços das petecas emplumadas”, disse ele em um comunicado.

O impacto da produção de penas

A escassez das petecas pode ser parcialmente explicada pelas mudanças nas práticas de consumo na China. A produção de petecas depende do fornecimento de penas de pato e ganso, e uma única peteca de qualidade exige até 16 penas provenientes das asas desses pássaros. Recentemente, a produção de patos e gansos na China, líder mundial nesse mercado, caiu drasticamente. Segundo a Associação Chinesa de Agricultura Animal, cerca de 4,22 bilhões de patos e 569 milhões de gansos foram abatidos em 2024, 10% a menos que os picos registrados em 2019.

Especialistas como Wu Xin, gerente da Antarctic Wind, uma importante fornecedora de petecas, confirmam que o aumento nos preços é resultado não apenas da escassez de penas, mas também dos novos hábitos de consumo que privilegiaram o badminton. “Nos últimos dois anos, concentramos nossos esforços em atender as necessidades do mercado interno, uma vez que a China se tornou o mercado de maior crescimento para nossa empresa”, disse Wu.

Medidas adotadas para a sustentabilidade

Com a volatilidade dos preços e a consequente escassez de matérias-primas, os fabricantes estão buscando alternativas para garantir o fornecimento. A BWF propõe a troca de petecas naturais por sintéticas, visando uma abordagem mais sustentável. “Estamos investindo na produção e na introdução de petecas sintéticas para uso social e competições. Este é um processo contínuo e não cessou”, afirmou Lund.

Fabricantes já começaram a lançar suas versões sintéticas no mercado, recebendo avaliações positivas. A BWF e os fabricantes estão trabalhando em petecas que sejam aprovadas para competições. Para se ter uma ideia do efeito da escassez, o campeonato mundial de badminton em Paris, que se estende até domingo, deve utilizar cerca de 3.500 petecas em seus cinco eventos.

Reações dos atletas

A ex-campeã mundial Pusarla Venkata Sindhu expressou sua preocupação sobre a situação e comentou que, embora não tenha participado de testes com petecas sintéticas, está aberta à ideia. “Se chegar a esse ponto, as coisas mudam e você deve se adaptar, se não houver outra opção”, disse ela.

Ainda que a BWF afirme que a situação ainda não é crítica, a pressão sobre o mercado é palpável. “O aumento dos preços é insano”, concluiu Wu, refletindo a urgência da situação. Enquanto os fabricantes se esforçam para garantir a disponibilidade das petecas, os atletas e entusiastas do badminton observam atentos as mudanças no cenário esportivo.

Com um esporte em ascensão, tanto na China quanto globalmente, a indústria precisa se adaptar rapidamente para acomodar a demanda crescente e, ao mesmo tempo, manter a qualidade das petecas que são essenciais para o jogo.

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