Brasil, 28 de agosto de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

MP investiga possível enriquecimento ilícito de Rodrigo Bacellar

Ministério Público do Rio apura indícios de evolução patrimonial incompatível com salários do presidente da Alerj, Rodrigo Bacellar.

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) anunciou a abertura de uma investigação sobre o presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), Rodrigo Bacellar, em relação a possíveis indícios de enriquecimento ilícito. A decisão foi tomada pelo Procurador-Geral de Justiça, Antônio José Campos Moreira, e surge quatro meses após um primeiro inquérito que envolvia Bacellar e seu advogado ter sido arquivado pelo Conselho Superior do Ministério Público.

Histórico da investigação

A investigação inicial, que teve início em 2023, tinha como foco uma cobertura localizada em Botafogo, na Zona Sul do Rio, e uma mansão em Teresópolis, na Região Serrana. Ambas as propriedades estão registradas em nome de Janses Calil Siqueira, advogado que mantém uma relação próxima com o deputado. Durante o processo, não foram encontrados elementos que comprovassem ato de improbidade administrativa relacionados ao enriquecimento ilícito ou danos ao erário.

Apesar disso, a decisão de arquivamento pelo Conselho Superior do MPRJ não impede a continuidade de novas apurações. O novo parecer menciona que a investigação irá explorar indícios de uma evolução patrimonial que não se alinha à remuneração de Rodrigo Bacellar, que, em sua primeira eleição em 2018, declarou ter R$ 85 mil. Nas eleições seguintes, esse valor saltou para R$ 793 mil.

Investigações adicionais e o frigorífico em Campos

Outra característica da investigação diz respeito ao envolvimento de Bacellar em uma empresa de carnes. Reportagens passadas, veiculadas pelo RJ2, afirmaram que o advogado Janses Calil Siqueira seria o homem por trás de um frigorífico em Campos dos Goytacazes, que ocupa uma área equivalente a seis campos de futebol e tem potencial de faturamento de cerca de R$ 1 milhão por mês. Agora, o Ministério Público também verificará se Bacellar seria um sócio oculto da empresa JGPS Comércio de Carnes, a responsável pelo frigorífico.

O advogado, em uma declaração anterior em 2023, confirmou que havia recebido um financiamento de uma agência estatal de fomento do Rio, a Agerio, o que também será investigado pelo MPRJ. Além disso, a licença ambiental concedida pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea) será outra pauta de apuração, conforme o documento está em nome de Leonardo Barreto Almeida Filho, que também mantém proximidade com Bacellar.

Reação do deputado e próximo passo da investigação

Em resposta às investigações, o deputado Rodrigo Bacellar destacou que já prestou esclarecimentos que, segundo ele, demonstram a inexistência de qualquer tipo de ilegalidade nas questões levantadas. Reiterou ainda que, diante de novos questionamentos que surgirem, irá detalhar, de forma transparente, que tudo foi realizado dentro da legalidade. O advogado Janses Calil Siqueira, até o momento, não se manifestou sobre o assunto.

Com o avanço desta investigação, o Ministério Público busca elucidar não apenas as origens dos bens de Bacellar, mas também qualquer relação que possa apontar para irregularidades financeiras. O desdobramento desta questão terá impactos diretos não só na carreira política do deputado, mas também na percepção pública sobre a transparência e ética no serviço público.

Acompanhe as notícias para mais atualizações sobre este caso que promete repercussões na política fluminense. O envolvimento de figuras públicas em investigações de corrupção e enriquecimento ilícito é um tema que desperta crescente interesse e exige atenção especial dos cidadãos.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes