Brasil, 28 de agosto de 2025
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IGP-M sobe 0,36% em agosto, pressionado por preços de commodities

Índice que reajusta contratos de aluguel em setembro registra alta de 0,36%, influenciado por oscilações nos preços de soja e minério de ferro

O IGP-M, considerado a inflação do aluguel, registrou uma alta de 0,36% em agosto, após uma queda de 0,77% em julho. O índice acumula queda de 1,35% no ano e alta de 3,03% nos últimos 12 meses, indicando um cenário de menor pressão inflacionária, mas com volatilidade nos preços de commodities.

Componentes do IGP-M e impacto das commodities

O principal componente do índice, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), subiu 0,43% em agosto, revertendo a queda de 1,29% observada em julho. Segundo o economista André Braz, coordenador dos Índices de Preços do FGV Ibre, o IPA é altamente sensível às oscilações de commodities como soja e minério de ferro, que possuem peso relevante no índice.

Oscilações nos preços do minério de ferro e soja

Nos últimos meses, o minério de ferro apresentou uma forte alta de 6,76% em agosto, após uma queda de 1,86% em julho. Parte desse movimento está relacionada às expectativas de reformas estruturais na China e medidas para conter a concorrência desordenada no setor siderúrgico, o que impulsiona a demanda e eleva os preços do minério, explica Braz.

Já a soja se recuperou no mercado físico, atingindo o maior preço do ano no final de julho. A contínua alta das importações chinesas de soja – superiores a 10 milhões de toneladas – também contribui para a aceleração do índice. Braz ressalta que, devido à alta volatilidade das commodities, é difícil prever a direção dos preços até o fim do ano.

Pressão menor nos custos ao consumidor

Apesar das oscilações no preço dos produtores, Braz destaca boas notícias na inflação ao consumidor. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apresentou uma deflação de 0,07% em agosto, após subir 0,27% em julho. Os grupos que puxaram a redução incluem Habitação (-0,19%), Educação, Leitura e Recreação (-0,78%) e Alimentação (-0,42%).

Perspectivas para o setor da construção

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) também desacelerou, subindo 0,70% em agosto, contra 0,91% em julho. Os custos com materiais, equipamentos, serviços e mão de obra apresentaram decréscimo em suas altas, indicando menor pressão nos preços de construção civil.

Dados adicionais e contexto econômico

O avanço do INCC reflete uma desaceleração geral nos custos de produção do setor da construção, que tende a aliviar pressões inflacionárias futuras. Segundo Braz, a volatilidade das commodities continuará sendo um fator de imprevisibilidade para a inflação até o final do ano.

Mais informações podem ser acessadas no site do Globo.

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