Brasil, 29 de agosto de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Especialistas orientam como proteger a família após caso de parasita que devora carne

Um caso de parasita devorador de carne, o New World screwworm, foi registrado nos EUA, levando especialistas a aconselharem cuidados preventivos.

Após a confirmação de um caso de infestação por um parasita conhecido como New World screwworm nos Estados Unidos, especialistas destacam medidas essenciais para manter a segurança familiar. O episódio ocorreu em Maryland, envolvendo um paciente que retornou da viagem a El Salvador, país com focos atuais do parasita, afirmou o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA.

Como o parasita ameaçador atua e quais os riscos

Conforme informações do Centers for Disease Control and Prevention (CDC), o parasita causa danos extensos ao burrowear o tecido vivo com ganchos afiados. A fêmea do inseto deposita ovos em feridas abertas ou mucosas, podendo colocar entre 200 e 300 ovos de cada vez. Quando as larvas eclodem, alimentam-se do tecido vivo, aumentando o tamanho e a profundidade da ferida, o que pode levar a infecção bacteriana e sérios prejuízos à saúde.

Embora infestação em humanos seja rara, o CDC destaca que há maior incidência em animais de criação, especialmente na América Central e México. No caso americano, a Agência de Proteção Ambiental recomenda cuidados adicionais para evitar contato com o parasita, ressaltando a baixa probabilidade de transmissão local.

Medidas preventivas para viagens a regiões com foco de screwworm

Especialistas insistem na importância de ações preventivas, principalmente ao visitar áreas rurais próximas a criação de gado, onde o parasita é mais comum. A dermatologista A mesh Adalja recomenda cobrir feridas abertas, evitar dormir ao ar livre e usar repelentes registrados pela EPA. Ele também sugere tratar roupas com permetrina para evitar o contato com o inseto.

Dr. Sheldon Campbell, professor de doenças infectocontagiosas na Yale, reforça que a prevenção é fundamental: “Dormir em ambientes com telas e evitar áreas com grande circulação de moscas ajudam a reduzir o risco”.

Sinais de infestação e o que fazer

Para quem viaja a regiões de risco, estar atento a feridas que não cicatrizam, crescem ou apresentam a presença de larvas é crucial. Bristow, pesquisadora de saúde pública na Emory University, explica que, em caso de suspeita, deve-se procurar atendimento médico imediatamente para remoção das larvas e tratamento adequado.

Segundo o CDC, a única forma de tratar infestações por screwworm é a remoção física das larvas do tecido afetado. A abordagem precoce evita complicações mais graves.

Perspectivas e controle do parasita nos EUA

Apesar do caso, a avaliação dos especialistas é de que o risco de propagação nos Estados Unidos continua muito baixo. Laurel Bristow afirma que o país já eliminou essa praga há mais de 50 anos por meio de técnicas de manejo que envolvem a liberação de moscas machos estéreis. A secretária de Agricultura, Brooke L. Rollins, anunciou a construção de uma nova instalação para continuar os esforços de erradicação, reforçando a preocupação com a proteção do setor agropecuário.

Entretanto, o impacto principal da possível reintrodução do parasita seria na pecuária, especialmente na criação de gado bovino. As autoridades permanecem vigilantes, monitorando possíveis focos e reforçando as medidas de controle durante a temporada de maior atividade do inseto.

Recomendações finais para proteção contra screwworm

Especialistas recomendam, principalmente, manter feridas limpas e cobertas, usar roupas de manga longa e calças folgadas, além de repelentes eficazes como uma proteção adicional. Caso identifique ferimentos com larvas ou sinais de crescimento ou não cicatrização, procure atendimento médico imediatamente.

Segundo o CDC, a atenção deve estar voltada à prevenção, com ações que minimizem o contato com o parasita, especialmente em áreas rurais. Assim, o risco de infestações humanas permanece muito baixo, mas o cuidado continua sendo essencial para evitar problemas mais sérios.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes