Brasil, 29 de agosto de 2025
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Deputado tenta vincular Nikolas Ferreira ao PCC após polêmica com o Pix

Reimont pede investigação contra o deputado por vídeo que pode ter beneficiado organização criminosa.

Em uma recente controvérsia política, o deputado federal Reimont (PT-RJ) declarou que o colega Nikolas Ferreira (PL-MG) está vinculado à facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Essa alegação surge em um contexto em que Ferreira fez críticas à iniciativa da Receita Federal, que buscava mapear transações via Pix acima de R$ 5 mil. O presidente da Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial da Câmara acusa Ferreira de ter contribuído para a pressão que levou à revogação de uma norma que visava ampliar a fiscalização de fintechs, um dos meios utilizados pelo PCC em esquemas de lavagem de dinheiro.

O vídeo polêmico e suas consequências

Em janeiro, Nikolas Ferreira publicou um vídeo que rapidamente viralizou, superando a marca de cem milhões de visualizações. No conteúdo, ele se referia à Instrução Normativa da Receita Federal como uma “taxação do Pix”, provocando indignação entre seus seguidores e gerando preocupação por parte do governo e da Receita. O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, chegou a comentar que “o estrago já estava feito” em relação à normativa que now seria suscetível a revisões após as críticas.

Repercussão e novos desdobramentos

Após a postagem de Reimont em redes sociais, diversas autoridades e outros políticos começaram a se manifestar a favor de uma investigação mais aprofundada. O estímulo à pesquisa sobre Nikolas Ferreira já suscita tensão, considerando os pedidos de prisão preventiva por parte de Reimont, caso as investigações revelem risco à ordem pública.

Mobilização de outros deputados

A deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) também se manifestou, acionando o Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério da Justiça para investigar Ferreira. Em seus comentários, Salabert afirma que o vídeo de Nikolas não apenas continha desinformação, mas que sua veiculação reduziu o controle da Receita, favorecendo organizações criminosas, incluindo o PCC.

A posição da Receita Federal

Robinson Barreirinhas, secretário especial da Receita Federal, corroborou as afirmações feitas sobre como as fake news relacionadas ao Pix têm impactado a fiscalização do setor. Ele destacou que a Receita havia implementado uma Instrução Normativa que exigir uma maior transparência das fintechs, estabelecendo regras rígidas semelhantes às aplicadas a bancos. No entanto, devido a uma onda massiva de desinformação em janeiro, a Receita se viu incapacitada de ampliar sua fiscalização em um momento crítico, levando a uma utilização generalizada de fintechs pelo crime organizado.

As medidas futuras

Com a crescente pressão sobre a Receita, o ministro da Fazenda anunciou que as fintechs serão agora tratadas como instituições financeiras, sujeitas às mesmas obrigações de transparência que as instituições bancárias já seguem há anos. Isso representa um passo significativo para ampliar a supervisão das fintechs e coibir manobras fraudulentas associadas ao crime organizado.

O futuro da fiscalização do Pix e o impacto na política

À medida que as investigações em torno de Nikolas Ferreira e os impactos de sua campanha proseguem, fica claro que a batalha pela regulação do Pix e o combate ao crime organizado envolverão não apenas medidas administrativas, mas também um intenso clima político. A interação entre a legislação, a fiscalização fiscal e as políticas públicas será fundamental para tentar estancar o uso de meios eletrônicos para práticas ilícitas.

Até o fechamento dessa reportagem, Nikolas Ferreira não havia se pronunciado sobre as acusações feitas por Reimont e sua suposta ligação com o PCC.

O desenrolar dessa situação certamente atrairá mais atenções nos próximos dias, tanto no cenário político quanto nas514000021017 investigações sobre crime organizado.

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