Na semana passada, a cadeia de restaurantes Cracker Barrel anunciou a mudança de seu logo, removendo o homem sentado e o barril após 48 anos de uso. A substituição por um nome rodeado por um hexágono laranja gerou críticas e interpretações variadas, especialmente entre fãs do público conservador, que acharam a alteração uma postura “woke”.
Reação dos clientes e mercado diante do novo logo
Embora especialistas em design tenham considerado a mudança como pouco ousada, a reação negativa ganhou força entre apoiadores do ex-presidente Donald Trump, levando a uma perda de quase 100 milhões de dólares na valorização das ações da empresa na bolsa (CBS News). O tumulto resultou em uma queda no valor de mercado da rede na quinta-feira passada.
Resposta da empresa: uma “promessa” aos clientes
Mensagem de tentativa de reconciliação
No dia seguinte, a Cracker Barrel publicou uma mensagem no Facebook intitulada “Uma Promessa Aos Nossos Clientes” (Facebook), buscando conter os ânimos sem chegar a um pedido de desculpas formal. Na postagem, a marca afirmou que “se os últimos dias nos ensinaram algo, é que as pessoas se importam profundamente com a Cracker Barrel”.
Apesar de não pedir perdão, a companhia admitiu que “poderíamos ter feito um melhor trabalho ao compartilhar quem somos e quem sempre seremos.” A estratégia, no entanto, tentou reforçar seus valores tradicionais e sua história desde a abertura em 1969, focando em conceitos de trabalho árduo, família e comida caseira.
Retorno às raízes e familiaridade
No comunicado, a rede prometeu que elementos queridos, como as cadeiras de balanço na varanda, a lareira, brincadeiras na mesa e tesouros nas lojas de lembranças, permaneceriam inalterados. Além disso, garantiu que Uncle Herschel — personagem do antigo logo — continuaria presente no cardápio e na loja do país, reforçando o vínculo com o estilo tradicional.
Impacto e perspectiva futura
A estratégia da Cracker Barrel visa equilibrar sua imagem, destacando que estará sempre fiel às suas raízes, enquanto tenta minimizar o dano causado pela mudança no logo. Especialistas avaliam que, embora a mensagem tenha sido de reconciliação, a ausência de um pedido oficial de desculpas pode não ser suficiente para satisfazer os consumidores mais insatisfeitos e restaurar a confiança no branding da marca.
O episódio evidencia como ações de rebranding podem gerar respostas turbulentas, principalmente em um momento de forte polarização cultural. A companhia promete focar na qualidade da comida e no sentimento de acolhimento, essenciais para sua identidade de longa data (HuffPost).