Na manhã desta segunda-feira, Donald Trump foi visto em uma entrevista no Escritório Oval, fazendo uma afirmação que tem gerado repercussão imediata. Ele declarou que “muita gente está dizendo que talvez quiséssemos um ditador”, acendendo debates acerca de seu posicionamento político e suas intenções futuras.
Trump minimiza suas declarações sobre autoritarismo
Durante a entrevista, Trump comentou sobre a situação em Chicago, criticando as ações do governo local e reforçando sua narrativa contra o que chama de “bedlam” em cidades governadas por democratas. Em seguida, o ex-presidente afirmou que não gosta de ditadores, apesar de ter mencionado que “muita gente” gostaria de um.
“Estou um homem com grande senso comum, e sou uma pessoa inteligente”, declarou Trump ao final da entrevista, reforçando sua confiança e controlando a narrativa.
Reações polarizadas nas redes sociais
Internautas reagiram com surpresa e ceticismo às declarações. Uma usuária comentou: “A maneira como Trump constantemente aquece sua base, levando-os a aceitar terminologias cada vez mais extremas, é impressionante.” Outra pessoa acrescentou que “a América não lutou guerras, não escreveu uma Constituição e não construiu uma democracia para simplesmente entregá-la a alguém que deseja poder absoluto.”
Alguns internautas alertaram para o significado do comentário. Um usuário afirmou: “Ninguém está dizendo isso, nem mesmo os apoiadores do MAGA.” Outros criticaram veementemente, chamando a declaração de Trump de “balão de ensaio para ditadura” e comentando que “estamos tão ‘cozidos’ que nem dá para rir.”
Histórico de elogios a regimes autoritários
De acordo com uma matéria da CNN de 2019, Trump já elogiou líderes ditatoriais em 15 ocasiões distintas, incluindo Kim Jong-un e Vladimir Putin, o que alimenta preocupações sobre sua postura frente ao autoritarismo (ver reportagem da CNN).
Perspectivas futuras e impacto político
Especialistas afirmam que essas declarações podem indicar o alinhamento de Trump com discursos de forte apelo nacionalista e autoritário, potencialmente inflamando ainda mais o ambiente político polarizado. Analistas também destacam o risco de que tais posicionamentos possam fortalecer grupos extremistas ou reacender debates sobre o retorno de Trump ao cenário presidencial.