Durante uma reunião com o vice-presidente JD Vance, Donald Trump afirmou que enviará a Guarda Nacional à cidade de Chicago, alegando que a prefeitura pediu sua intervenção. Segundo Trump, a cidade estaria em caos e precisando de apoio imediato.
Declarações controversas e reação da comunidade
Trump declarou: “Chicago é uma bagunça. Essa será nossa próxima cidade após Washington, D.C., e Nova York.” Ele também afirmou que pessoas na cidade, principalmente mulheres negras, imploraram por sua presença, dizendo: “Por favor, Presidente Trump, venha para Chicago.”
As informações circuladas em um vídeo com mais de 1,2 milhão de visualizações geraram forte repercussão online. Muitas reações criticaram a proposta, especialmente de líderes e representantes da comunidade negra, que veem essa ação como uma tentativa de intimidação.
Reações da sociedade civil e críticas ao anúncio
Juliana Stratton, vice-governadora de Illinois, respondeu: “Chicago não se curva a reis ou bloqueia a entrada de democratas. Essa proposta de Trump não é bem-vinda aqui.” Ela também criticou a postura autoritária mencionada na fala de Trump.
Outros internautas, especialmente agentes e ativistas negros, demonstraram indignação: “Se Trump quer fazer esse circo político, escolheu a cidade errada. Chicago não aceita ditadores”, afirmou uma ativista negra do South Side. Uma mulher respondeu dizendo: “Eu, uma mulher negra de Chicago, digo não a esse discurso de ódio.”
Especialistas lembram que a maioria da população negra de Chicago e do país votou contra Trump na eleição de 2024, tornando a proposta ainda mais polêmica. Uma fonte da AOL revela que elas são as que mais rejeitam Trump, e seu ataque às comunidades negras foi considerado “desrespeitoso e nojento”.
Contexto e possíveis desdobramentos
Analistas ressaltam que o uso da força militar em cidades americanas polariza ainda mais o discurso político, especialmente quando dirigido a comunidades marginalizadas. A proposta de Trump pode intensificar protestos e tensões já existentes em Chicago e outras cidades.
Autoridades locais e estaduais ainda não confirmaram oficialmente o pedido de apoio militar, e muitos consideram a medida desnecessária e polarizadora. A discussão levanta a questão de até que ponto interesses políticos se sobrepõem à segurança pública e aos direitos civis.
Enquanto o debate segue, a população de Chicago e as comunidades negras do país acompanham com preocupação as declarações de Trump, que parecem usar a violência urbana como palco político e ferramenta de intimidação.