Brasil, 31 de agosto de 2025
BroadCast DO POVO. Serviço de notícias para veículos de comunicação com disponibilzação de conteúdo.
Publicidade
Publicidade

Servidores técnico-administrativos da UnB continuam em greve

A greve dos servidores técnico-administrativos da UnB completa 152 dias, mantendo serviços essenciais durante o retorno das aulas.

As aulas do segundo semestre de 2025 na Universidade de Brasília (UnB) tiveram início nesta segunda-feira, 18 de agosto. Entretanto, a greve dos servidores técnico-administrativos da instituição persiste, totalizando 152 dias de paralisação. O Sindicato dos Servidores Técnico-Administrativos (SINTFUB) informou que, no momento, não há uma previsão para o término da greve.

Movimento e reivindicações dos servidores

Na manhã do retorno às aulas, servidores em greve promoveram um ato no campus da UnB, destacando sua luta pelo pagamento da parcela de 26,05% da Unidade de Referência de Preços (URP), um mecanismo crucial para a correção de salários, que atualmente encontra-se pendente. A URP é um índice utilizado para ajustar preços e salários, particularmente em casos de inflação elevada, e representa uma demanda vital da categoria.

Serviços essenciais mantidos

Apesar da greve, a administração da UnB assegura que os serviços essenciais permanecem operando. De acordo com a universidade, os pagamentos, que abrangem folha de pagamento, bolsas, benefícios e auxílios, além de repasses a empresas prestadoras de serviços, continuam sem interrupções. A segurança patrimonial, laboratórios de pesquisa voltados ao bem-estar dos animais, plantas e culturas, e a manutenção de criogenia também seguem em funcionamento.

Contudo, é importante ressaltar que alguns serviços estão comprometidos e, desde o início da greve, a Biblioteca Central, por exemplo, suspendeu seu atendimento. Isso afeta diretamente os alunos, que dependem desse espaço para suas atividades acadêmicas.

Impactos no calendário acadêmico

A greve provocou alterações significativas no calendário acadêmico da UnB. A previsão inicial era de que as matrículas começassem no dia 4 de agosto, mas a paralisação dos servidores levou ao adiamento para o dia 11. A rematrícula teve início nesta segunda-feira, 18, acompanhada do início das aulas, com os resultados da rematrícula sendo divulgados na sexta-feira, 22.

Além das matrículas, diversos serviços e prédios do campus estão funcionando de maneira limitada, com alguns sem atendimento presencial. Essa situação tem gerado preocupação entre os alunos e a comunidade acadêmica, que aguarda soluções para os impasses decorrentes da greve.

Posição da administração da UnB

Em nota oficial, a UnB expressou que reconhece e respeita o direito à greve, enfatizando a importância do diálogo com os servidores. A administração está atenta às reivindicações da categoria e busca meios para restabelecer uma relação de trabalho harmoniosa e produtiva.

A continuidade da greve reflete a insatisfação de uma parte significativa dos servidores, preocupados com suas condições de trabalho e remuneração. À medida que o semestre avança, questões relacionadas ao impacto dessa paralisação nas atividades acadêmicas se tornam cada vez mais relevantes, tanto para alunos quanto para docentes.

Expectativas futuras

Para muitos na UnB, a expectativa é de que um acordo seja alcançado logo. O retorno às aulas em meio a um cenário de paralisação levanta dúvidas sobre como a universidade lidará com os dias letivos perdidos e o impacto a longo prazo na formação dos alunos.

A situação destaca a interconexão entre a gestão universitária e as necessidades dos servidores, além do papel fundamental que todos desempenham para assegurar uma educação de qualidade. Enquanto isso, a comunidade acadêmica acompanha atentamente a evolução da situação, na esperança de que as reivindicações sejam atendidas e um clima de colaboração reestabelecido.

Em um contexto mais amplo, a greve na UnB reflete tendências observadas em outras instituições de ensino superior no Brasil, onde os servidores têm se mobilizado para garantir seus direitos. Este movimento é parte de uma luta constante por melhores condições de trabalho e valorização profissional, temas que continuam sendo essenciais no debate sobre a educação no país.

PUBLICIDADE

Institucional

Anunciantes