Brasil, 30 de agosto de 2025
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Tarifas de Trump entram em vigor em mais de 70 países, incluindo Brasil

Medidas de Donald Trump elevam tarifas entre 10% e 50%, afetando setores como agronegócio, siderurgia e comércio internacional

Nesta quinta-feira (7), as novas tarifas impostas pelo governo dos Estados Unidos a mais de 70 países entraram oficialmente em vigor, marcando uma mudança significativa na política comercial norte-americana. Anunciadas na semana passada por meio de uma ordem executiva assinada pelo presidente Donald Trump, as sobretaxas variam entre 10% e 41%, sob o argumento de proteger a segurança nacional e a economia dos EUA.

Impacto no Brasil e na União Europeia

O Brasil está entre os países mais afetados pelas tarifas, com uma alíquota final de 50% sobre suas exportações. Segundo o decreto, a tributação inclui uma taxa-base de 10%, acrescida de um reajuste de 40%, o que deve impactar setores como agronegócio, siderurgia e produtos industrializados. A aplicação dessas tarifas ao Brasil entrou em vigor nesta quarta-feira (6).

A União Europeia também foi incluída na lista, mas com um modelo diferenciado: produtos com tarifas inferiores a 15% passarão a pagar uma alíquota total de 15%, enquanto itens com tarifas iguais ou superiores a esse valor permanecem sem aumentos. Países como Suíça (39%), Laos (40%), Mianmar (40%) e Síria (41%) estão entre os mais atingidos.

Medidas para coibir fraudes tarifárias

As novas políticas de Trump também preveem ações para combater fraudes, como o transbordo — prática de transferir produtos de um país para outro para evitar impostos. Nesses casos, a sobretaxa será de 40%, além de multas e sanções adicionais. A fiscalização será responsabilidade dos Departamentos de Comércio, Segurança Interna e do Escritório do Representante de Comércio dos EUA, que deverão emitir relatórios semestrais identificando países e empresas envolvidas em práticas de evasão.

Reação do Brasil e disputa na OMC

O governo brasileiro formalizou nesta quarta-feira (6) um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC), como primeiro passo em uma disputa contra as tarifas unilaterais impostas pelos EUA. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil contesta duas ordens executivas da Casa Branca, de 2 de abril e 30 de julho de 2025, que autorizam tarifas de até 50% sobre produtos nacionais.

A administração brasileira argumenta que as medidas violam compromissos internacionais, como o princípio da nação mais favorecida, que garante tratamento igualitário a todos os membros da OMC, além de limites tarifários acordados previamente na organização.

Outros ataques tarifários e preocupações geopolíticas

Além das tarifas contra países como Brasil e União Europeia, Trump anunciou uma tarifa adicional de 25% sobre importações da Índia, elevando a tarifa total para 50%. A justificativa para esse aumento foi uma penalização às nações que continuam comprando petróleo russo, contrariando interesses geopolíticos dos EUA.

Analistas alertam que a medida pode gerar novas sanções ou medidas similares contra o Brasil, dada a manutenção de suas relações comerciais com a Rússia. A política tarifária busca fortalecer a posição econômica e de segurança dos EUA, embora aumente a tensão com parceiros comerciais internacionais.

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