Brasil, 30 de agosto de 2025
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Preços elevados de aluguéis em Belém preocupam organizadores da COP30

André Corrêa do Lago alertou que altos preços de hospedagem podem prejudicar a participação na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas.

No coração da preparação para a Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP30), agendada para novembro em Belém, Pará, surge uma preocupação significativa: o alto custo dos aluguéis e estadias na cidade pode comprometer a participação de delegações internacionais. O aviso foi dado pelo presidente da COP30, André Corrêa do Lago, em um seminário realizado nesta terça-feira, 5 de agosto.

Impacto das taxas de hospedagem nas negociações

“Se nós não tivermos todas as delegações em Belém, você pode ter um questionamento sobre a legitimidade do que nós negociamos, porque alguns países não terão podido ir por causa de preços de hotel. Não é possível. Então, a gente tem que resolver isso de alguma maneira e por isso que isso se tornou um assunto que eu passei a falar”, ressaltou Lago, evidenciando o impacto direto que os preços exorbitantes podem ter nas negociações climáticas tão necessárias.

Durante sua declaração, o presidente da COP30 reconheceu que, apesar de o assunto não ser diretamente de sua alçada, ele se torna crucial quando afeta o andamento das conversas sobre os acordos a serem firmados. “Não é tema meu, em princípio, mas passa a ser se ele afeta as negociações. Então, vamos fazer o possível para que não afete”, finalizou.

Críticas e pressão internacional sobre os preços em Belém

A preocupação de Corrêa do Lago ecoa entre as delegações de diversos países que também criticam os elevados preços dos aluguéis e hospedagens durante o período da COP30. Em resposta à situação, uma carta contendo preocupações sobre esse tema foi endereçada à Organização das Nações Unidas (ONU), com a assinatura de 25 países que pedem a reconsideração da escolha de Belém como sede do evento.

É um cenário preocupante, visto que os preços na capital paraense podem chegar a ser até 15 vezes superiores à média nacional, o que dificulta não apenas a logística, mas também a representatividade dos países na conferência. Apesar disso, Corrêa do Lago reafirmou que não existe um “plano B” para a realização do evento e que a escolha de Belém possui significados simbólicos e práticos que não podem ser ignorados. “Vai ser em Belém. Eu tenho dito que não há plano B. O plano B é B de Belém. Há vários motivos simbólicos sobre a decisão”, enfatizou.

Uma conferência crucial para o futuro do planeta

A COP30, programada para ocorrer entre os dias 10 e 21 de novembro, se propõe a discutir a implementação do Acordo de Paris, que visa combater as mudanças climáticas e promover a adaptação frente aos impactos do desequilíbrio ambiental. Nesse sentido, a resiliência e a adesão global aos acordos climáticos são mais importantes do que nunca, e a realização do evento em um ambiente favorável se torna um fator chave para o sucesso das negociações.

Com os desafios impostos pelos altos preços, a expectativa é que as autoridades e organizadores encontrem soluções que garantam a ampla participação de todos os países interessados nas discussões. Afinal, o futuro do planeta depende da colaboração internacional e da construção de consensos para enfrentar a crise climática.

A situação em Belém coloca não apenas a cidade em um papel de destaque, mas também revela a urgência de se tratar das barreiras logísticas e financeiras que podem se tornar um entrave a um dos mais importantes eventos de discussão internacional sobre o clima. Resta acompanhar os desdobramentos das negociações e as medidas que serão tomadas para assegurar que a COP30 cumpra seu papel de protagonista nas questões climáticas globais.

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