Brasil, 29 de agosto de 2025
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John Textor busca recursos para recompra do Botafogo

O empresário americano John Textor tenta obter recursos para a recompra do Botafogo, enfrentando desafios financeiros e pressões do mercado.

John Textor, empresário americano e atual controlador do Botafogo, busca ativamente recursos para a recompra do clube carioca por meio de uma empresa registrada nas Ilhas Cayman. A operação conta com a ajuda de dirigentes do clube, porém, enfrenta obstáculos financeiros significativos. Após investir cerca de 200 milhões de dólares na Sociedade Anônima do Futebol (SAF) do Botafogo, Textor se viu sem recursos e teve que recorrer a empréstimos para seguir em frente.

Obstáculos financeiros e empréstimos

O aporte inicial de Textor foi substancial, mas as dívidas acumuladas e a necessidade de reforçar o elenco se tornaram um grande desafio. Na tentativa de reverter a situação, o empresário conseguiu um empréstimo com Evangelos Marinakis, dono do Nottingham Forest, mas este não mostrou interesse em adquirir a totalidade do Botafogo. Ao contrário, Marinakis negou qualquer intenção de investir em clubes brasileiros.

Em meio à pressão, Textor precisou liberar o meia Danilo, que foi contratado por 22 milhões de euros, prometendo pagar tanto Marinakis quanto o atleta com receitas futuras do Botafogo. Segundo fontes do clube, a urgência se deve também à necessidade de cobrir perdas financeiras com o Lyon, clube francês que recebeu um montante significativo em transferências.

Busca por novos investidores

O ambiente financeiro do Botafogo se tornou ainda mais tenso com a exigência da Araguaia Investimentos, que aceitou emprestar valores para Textor com um contrato de patrocínio como garantia. Contudo, a instituição já sinalizou que não irá liberar novos empréstimos, aumentando a incerteza sobre o futuro financeiro do clube. Além disso, o fundo de investimento Ares, que apoia Textor, busca assumir o controle do Botafogo, desprezando tanto o empresário quanto o credor Marinakis, mostrando a precariedade da situação.

Transferências e suas consequências financeiras

A saída de atletas também representa uma estratégia essencial para o fluxo de caixa do Botafogo. Recentemente, o clube negociou a venda do goleiro John para o West Ham, o que resultou em uma injeção de recursos de 10 milhões de euros. Esta transação é crucial para que o Botafogo mantenha seus salários em dia por, pelo menos, os próximos dois meses.

Além da venda de John, o clube aguarda a quantia referente a outras transferências, como a de Gregore, que foi vendido por 5 milhões de euros, e de Almada, avaliado em 21 milhões de euros. Entretanto, fontes internas afirmam que Textor está em busca de um novo sócio para ajudar na compra das ações do Botafogo, já que a pressão financeira se intensifica e a situação pode se agravar nos próximos meses.

Impacto nas operações do clube

O cenário caótico enfrentado por Textor é um reflexo da instabilidade do mercado do futebol brasileiro, que frequentemente revela suas fragilidades. Enquanto o Botafogo tenta administrar suas finanças e garantir a continuidade das suas operações, as manobras de Textor para resolver a situação podem não ser suficientes para evitar um colapso total.

Ao olhar para o futuro, o potencial de um novo investidor ou sócio poderá ser a chave para a sobrevivência e a reestruturação do Botafogo. A expectativa é que a situação se defina nos próximos dois meses, com a possibilidade de que ainda mais turbulências ocorram caso novas soluções financeiras não sejam encontradas.

Diante de um cenário desafiador, a torcida do Botafogo aguarda ansiosamente por resultados positivos que possam trazer esperança de estabilidade e retorno aos bons tempos do clube, sempre crendo na força e na resiliência do Alvinegro carioca.

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