Em meio ao aumento de tarifas de 50% impostas pelos Estados Unidos às exportações brasileiras, a China vem demonstrando interesse crescente em fortalecer suas relações comerciais com o Brasil. Enquanto o governo americano busca restringir importações do país, Pequim tem celebrado acordos e promovido a entrada de produtos brasileiros em seu mercado, sinalizando uma mudança no cenário de comércio bilateral.
China busca ampliar compras do Brasil contra tarifas dos EUA
Após o tarifão de Donald Trump, que impactou significativamente as exportações brasileiras para os Estados Unidos, a China tem feito esforços explícitos para aumentar suas aquisições de produtos brasileiros. No perfil oficial da Embaixada da China na plataforma X (antigo Twitter), há registros de celebrações pelo credenciamento de mais de 180 produtores de café brasileiros para exportar ao mercado chinês, válido por cinco anos a partir de agosto.
Expansão do mercado de café e fortalecimento das exportações brasileiras
Em 2 de agosto, o perfil da embaixada destacou o crescimento do consumo de café na China e anunciou que o país credenciou 183 produtores brasileiros, que poderão exportar o grão.Mesmo com o Brasil respondendo por 30,7% de toda a importação de café dos EUA em 2024, a China emerge como uma alternativa com potencial de crescimento substancial.
Além do café, o credenciamento de 61 empresas brasileiras para exportar gergelim revelou o impacto do protocolo de cooperação assinado pelos presidentes Lula e Xi Jinping, em Brasília, no ano passado. Essa parceria fortalece a presença brasileira no mercado chinês, que vem demonstrando maior interesse em commodities e alimentos brasileiros.
O papel da China na estratégia econômica do Brasil
Publicações recentes na conta oficial da embaixada chinesa também exaltaram o aumento das vendas de açaí e outros produtos brasileiros na China, onde a fruta já está disponível em grandes cidades como Beijing, Shanghai, Shenzhen e Guangzhou. O destaque na celebração do avanço das vendas evidencia a aposta do Brasil na diversificação de exportações em um momento de tensão comercial com os EUA.
Especialistas avaliam que a estratégia da China de ampliar as compras do Brasil é uma resposta às tarifas americanas e uma tentativa de se posicionar como uma aliada comercial do país. Segundo análises, o aumento do interesse chinês também está relacionado à flexibilização das regras de importação de aeronaves brasileiras, especialmente da Embraer, que conseguiu manter seus aviões isentos da sobretaxa de 40% aplicada pelos EUA, embora ainda enfrente tarifas recíprocas de 10%.
Outro cenário de oportunidades e incertezas
Registros indicam que, até 31 de julho, 46 empresas brasileiras de farinhas de aves e suínos foram habilitadas para exportar à China, reforçando o potencial de crescimento de alimentos brasileiros no mercado chinês. Essa tendência representa uma oportunidade para o Brasil ampliar sua presença na Ásia, mesmo diante de conflitos comerciais com os EUA.
Perspectivas futuras para o comércio Brasil-China
Analistas indicam que, enquanto os EUA adotam uma postura protecionista e tarifária, o Brasil pode se beneficiar ao intensificar sua relação com a China, que demonstra maior flexibilidade e interesse. Assim, o país asiático aparece como um importante aliado para diversificar mercados e minimizar os efeitos das tensões comerciais internacionais.
A estratégia do Brasil de fortalecer os laços comerciais com a China é vista como uma resposta inteligente às dificuldades impostas pelos Estados Unidos, além de uma oportunidade de expandir a presença de produtos brasileiros em uma das maiores economias do mundo. Expectativas apontam que essa parceria deverá evoluir nos próximos anos, contribuindo para a estabilidade das exportações brasileiras mesmo em tempos de protecionismo global.
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