Brasil, 29 de agosto de 2025
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Brasil busca reação global contra as tarifas dos EUA impostas à Índia

Brasil, China e Índia tentam articular uma resposta conjunta às novas tarifas americanas, que afetam países do Brics e elevam tensões comerciais

O Brasil, juntamente com a Índia e a China, busca estabelecer uma reação coordenada frente às tarifas impostas pelos Estados Unidos à Índia, alegando impactos adversos na economia dos países do Brics. A iniciativa ocorre em meio a tensões diplomáticas e comerciais, refletindo o esforço do bloco para fortalecer sua posição no cenário internacional.

Relações diplomáticas e alinhamentos no Brics

O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva mantém uma relação cordial com o primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi. Após a cúpula do Brics em julho, realizada no Rio de Janeiro, Lula recebeu Modi no Palácio da Alvorada para fortalecer os vínculos bilaterais e discutir estratégias de resposta às políticas comerciais dos EUA. Mais detalhes sobre o encontro.

Tarifas americanas e impacto nas negociações internacionais

Na quarta-feira, a Casa Branca anunciou a aplicação de tarifas adicionais à Índia, poucas horas após negociações entre os Estados Unidos e a Rússia acerca da guerra na Ucrânia não apresentarem avanços concretos. Segundo informações oficiais, a medida visa penalizar as compras de energia feitas pela Índia junto à Rússia, que alimentam o conflito na Ucrânia. Fonte do anúncio.

Críticas de Trump à Índia e argumentos dos EUA

Anteriormente, em uma postagem nas redes sociais, o ex-presidente Donald Trump acusou a Índia de possuir tarifas elevadas e de impor barreiras comerciais rigorosas, além de criticá-la por comprar petróleo russo. Trump afirmou que a Índia está “alimentando a máquina de guerra” e que suas ações prejudicam os esforços de pressão internacional sobre Moscou. Muitas nações suspeitam que as compras de energia por países como Índia e China sustentam a economia russa e dificultam o fim do conflito na Ucrânia.

Consequências econômicas e diplomáticas

Segundo analistas, a imposição de tarifas adicionais pode ampliar o enfraquecimento do grupo Brics, ao menos temporariamente. A balança comercial da Índia com os Estados Unidos registrou superávit de US$ 45,7 bilhões em 2024, demonstrando o peso econômico do país no cenário global. Especialistas também avaliam que o choque tarifário pode gerar uma reação diplomática mais ampla dos países do bloco, buscando fortalecer uma postura coletiva contra as pressões americanas.

Próximos passos na crise tarifária

Lula estaria em contato com líderes do Brics para definir uma estratégia conjunta diante das tarifas, enquanto a Índia busca dialogar com os Estados Unidos de forma diplomática. O governo brasileiro também mantém conversas reservadas para evitar que o episódio prejudique a cooperação internacional do grupo. Novas medidas e declarações devem surgir nos próximos dias, sinalizando a tentativa do bloco de evitar uma escalada na disputa comercial mundial.

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