O movimento liderado por pais nos Estados Unidos ganha força na tentativa de transformar escolas em ambientes livres de celulares. Pesquisas indicam que 74% dos adultos apoiam a proibição do uso de telefones durante as aulas, refletindo uma preocupação crescente com os efeitos das redes sociais na saúde mental das crianças.
Esforço coordenado para banir celulares na escola
Organizações como a Smartphone Free Childhood US, Screen Time Action Network e Mothers Against Media Addiction coordenam ações para convencer legisladores a adotarem leis que restrinjam ou eliminem o uso de smartphones durante o período escolar. Atualmente, 37 estados americanos já aprovaram leis que proíbem dispositivos conectados às redes durante as aulas.
Entre elas, estados como Alabama, Nebraska e Oklahoma adotaram restrições de “bell-to-bell”, impedindo o acesso ao telefone durante toda a jornada escolar, inclusive no recreio e horário de almoço. Já Nova York tornou-se o maior estado a estabelecer essa medida para o dia inteiro, a partir deste semestre.
Percepção pública e apoio legislativo
Dados do Pew Research Center de julho mostram que a maioria dos americanos (74%) apoia a restrição do uso de celulares por estudantes na escola. Além disso, cerca de 66% acreditam que a implementação de escolas livres de celulares pode melhorar o desenvolvimento social, o desempenho e o comportamento em sala de aula.
O papel dos pais na mudança
Organizações lideradas por pais relatam um crescimento rápido no apoio às escolas sem celulares. “A rapidez com que essas leis estão sendo aprovadas mostra a insatisfação dos pais e a urgência de proteger as crianças”, observa Josh Golin, diretor executivo da Fairplay.
Ativistas alegam que o excesso de uso de redes sociais tem impacto negativo na saúde mental infantil, promovendo ansiedade, depressão e dificuldades de socialização. Nesse contexto, a ação dos pais busca reduzir a exposição a conteúdos tóxicos e promover um ambiente escolar mais saudável.
Perspectivas futuras
Com o avanço das leis estaduais, o movimento acredita que a mudança cultural também está acontecendo nas escolas e na sociedade norte-americana. Além das ações legislativas, há um esforço para sensibilizar os educadores e os pais sobre os riscos dos smartphones para o desenvolvimento infantil.
Especialistas indicam que a iniciativa pode servir de exemplo para outros países interessados em reduzir o impacto da tecnologia na vida escolar das crianças. A discussão sobre o tema deve continuar à medida que mais comunidades avaliem os benefícios de escolas livres de celulares.