Pela décima semana consecutiva, o mercado financeiro revisou para baixo a estimativa de inflação para 2025, segundo o boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (4) pelo Banco Central (BC). A projeção caiu de 5,09% para 5,07%, ainda acima do teto da meta oficial, que é de 4,5%.
Inflação: expectativas em queda e sistema de metas
Desde o início de 2025, o BC adota o sistema de meta contínua, que busca manter a inflação em torno de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. Ajustes na política de juros, como a taxa Selic, são feitos considerando projeções futuras, já que seus efeitos podem levar de seis a 18 meses para impactar a economia.
Segundo o banco, a inflação acumulada em 12 meses até junho ultrapassou o limite superior da meta devido a fatores como atividade econômica aquecida, variação cambial, aumento no custo da energia elétrica e condições climáticas adversas. Gabriel Galípolo, presidente do BC, explicou que, por essa razão, enviou uma carta ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, detalhando os motivos do descumprimento da meta.
Cenário econômico e política de juros
As projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 foram mantidas em 2,23%. Para 2026, a estimativa foi revisada de 1,89% para 1,88%.
Quanto à taxa básica de juros, a previsão para o fechamento de 2025 permanece em 15% ao ano, mesmo nível atual, e para 2026, a expectativa de fechamento é de 12,50%. Para 2027, a projeção também se manteve em 10,50% ao ano.
Outras estimativas do mercado financeiro
Em termos cambiais, a expectativa de valor do dólar no fim de 2025 permanece em R$ 5,60, enquanto para 2026, a previsão continua em R$ 5,70. Quanto à balança comercial, o mercado revisou sua estimativa de superávit em 2025 de US$ 66,7 bilhões para US$ 65,3 bilhões; para 2026, a previsão de saldo positivo aumentou de US$ 70 bilhões para US$ 70,8 bilhões.
Por fim, a previsão de entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil para 2025 e 2026 permaneceu em US$ 70 bilhões, de acordo com o boletim do BC.
Para conferir todos os detalhes e fontes, acesse o boletim Focus.