O dólar abriu nesta segunda-feira (4) em queda de 0,18%, cotado a R$ 5,5347 às 09h10, enquanto investidores aguardam reuniões do Federal Reserve e do Banco Central brasileiro, além da definição do tarifaço dos EUA contra produtos brasileiros. As negociações e dados econômicos prometem influenciar o cenário até o final da semana.
Expectativa por decisões de juros e tarifas
Na agenda, destaque para as atas do Comitê de Política Monetária (Copom) e do Federal Reserve, previstas para os próximos dias. Ambas as instituições decidiram manter suas taxas de juros inalteradas na semana passada, indicando incerteza sobre o impacto do tarifaço anunciado pelos EUA.
Segundo o Banco Central, a taxa Selic permanece em 15% ao ano, enquanto a dos EUA fica entre 4,25% e 4,50%, refletindo um cenário de cautela perante as possíveis repercussões das medidas tarifárias.
Tarifaço dos EUA e sua influência no mercado
A Casa Branca assinou uma ordem executiva na última quinta-feira (31), ampliando tarifas recíprocas para diversos países, que agora variam de 10% a 41%. Para o Brasil, a tarifação permanece em 50%, prevista para entrar em vigor na sexta-feira (6). Apesar das exceções anunciadas por Donald Trump para alguns produtos brasileiros, a expectativa é de aumento de custos e impacto na balança comercial.
Geraldo Alckmin, vice-presidente da República, afirmou que o governo brasileiro iniciou negociações com os EUA e já possui um plano para proteger empregos e setores afetados pelas tarifas, buscando evitar retaliações mais severas.
Dados econômicos em foco
Nesta semana, o mercado acompanha também a divulgação de indicadores importantes, como o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que deve mostrar solidez na geração de empregos formais em junho. A balança comercial de julho, prevista para amanhã, também será monitorada de perto em função dos efeitos do tarifaço.
Reações e perspectivas
Donald Trump declarou que “Lula pode falar comigo quando quiser”, sinalizando uma disposição ao diálogo enquanto o Brasil mantém postura de proteção econômica. O mercado reage com cautela, refletindo a expectativa por novos passos nas negociações e suas repercussões no câmbio e na Bolsa.
O acumulado semanal do dólar registra uma queda de 0,30%, enquanto o Ibovespa perde 0,81%. No acumulado do ano, o dólar apresenta queda de 10,28%, e o Ibovespa registra alta de 10,10%, mostrando a oscilação diante do cenário externo e interno.
Investidores também aguardam dados de indicadores econômicos, como o desempenho do mercado de trabalho e a balança comercial, para ajustar suas posições na semana cheia de decisões e negociações internacionais.