Brasil, 29 de agosto de 2025
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Pix, sistema de pagamentos instantâneos do Brasil, já está disponível para brasileiros no exterior e ameaça interesses de bancos americanos

Pix, o sistema de pagamento brasileiro, conquista presença internacional

Desde 2020, o Pix tornou-se uma ferramenta essencial no dia a dia dos brasileiros, facilitando pagamentos rápidos tanto no Brasil quanto em vários países. Recentemente, o sistema de pagamentos instantâneos do Banco Central (BC) ampliou sua presença internacional, chegando a países como Estados Unidos, Argentina, Portugal e outros, impulsionado por parcerias com fintechs e operadores locais.

Pix no exterior e impacto na economia brasileira

Operando principalmente para brasileiros em trânsito, o Pix já conta com quase 160 milhões de usuários no Brasil, segundo dados do Banco Central até junho de 2025. Apesar de sua implementação restrita às instituições financeiras autorizadas pelo BC, plataformas de fintechs facilitam o uso do sistema em países como Chile, Uruguai, Paraguai, Irlanda, Inglaterra e Espanha. Em Portugal, o sistema virou até meme nas redes sociais, brincando com a evidência da influência brasileira na cultura local.

Expansão na Argentina e outros países

Na Argentina, o Pix começou a ganhar espaço em 2023, especialmente na região de Buenos Aires e Bariloche, onde parcerias entre fintechs brasileiras e instituições locais facilitam o uso. Diego Perez, presidente da Associação Brasileira de Fintechs (ABFintechs), destacada que o movimento de adoção é contínuo e se expande com sucesso.

Vantagens para turistas brasileiros

Para o turista, uma das vantagens é a facilidade de pagamento, que dispensa o uso de dinheiro vivo ou cartões físicos, proporcionando maior comodidade e desconto imediato na conta em reais. Empresários locais e fintechs brasileiras atuam para ampliar o uso do sistema, com empresas como Mercado Pago, PagBrasil e Braza Bank levando o Pix ao exterior, especialmente em Portugal, Estados Unidos, Argentina, Uruguai e Europa.

Desafios e limitações internacionais

A principal limitação é que, para usar o Pix fora do Brasil, o usuário deve possuir conta em bancos autorizados pelo BC, restringindo o uso a brasileiros residentes ou em trânsito. Ainda não há um sistema global de pagamentos instantâneos entre países, embora o Bank of International Settlements (BIS) trabalhe desde 2022 no projeto Nexus, que visa integrar diferentes sistemas internacionais.

Pagamento via QR Code e o futuro do Pix internacional

No exterior, o pagamento com Pix ocorre por meio de QR Code, onde o lojista gera uma imagem que o consumidor escaneia com seu celular. A conversão de moeda é instantânea, com o valor debitado em reais na conta do usuário brasileiro e recebido na moeda local pelo comerciante. Produtos e serviços ofertados com Pix estão crescendo, embora ainda seja comum encontrar estabelecimentos que não aceitam a ferramenta, especialmente em destinos turísticos populares.

Perspectivas de crescimento e impacto global

Especialistas avaliam que o sucesso do Pix em países vizinhos e a expansão internacional representam uma ameaça às multinacionais financeiras nos Estados Unidos, especialmente ao sistema bancário tradicional, que vê na ferramenta um concorrente perigoso. O economista Paul Krugman elogiou o sistema brasileiro, destacando seu potencial de revolução nos pagamentos globais.

Marcelo Sá, CEO do Grupo Braza, explica que a intenção de levar o Pix além das fronteiras é facilitar a vida do turista brasileiro, eliminando barreiras de planejamento financeiro nas viagens internacionais. Assim, o sistema pode transformar-se em uma verdadeira “ponte” de pagamentos internacionais, potencializando o papel do Brasil como referência em inovação financeira.

Para acompanhar a evolução do sistema, o Banco Central mantém o projeto Nexus, que busca integrar diferentes sistemas de pagamentos instantâneos ao redor do mundo, promovendo maior conectividade e eficiência nas transações internacionais.

Mais detalhes sobre o tema podem ser encontrados na reportagem do Globo.

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