Brasil, 29 de agosto de 2025
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Governo Lula anuncia medidas contra tarifa de 50% dos EUA

O governo brasileiro define novas ações para mitigar os impactos da tarifa aplicada pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.

O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está em atividade intensa nesta semana anunciando suas primeiras medidas em resposta à tarifa de 50% imposta pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre produtos brasileiros. A taxa foi oficializada na última semana e entrará em vigor na próxima quarta-feira, dia 6 de agosto.

Ações do governo brasileiro

Atualmente, a equipe econômica do governo está finalizando um plano de contingência destinado a socorrer empresas que, por sua vez, buscam evitar demissões em massa como consequência direta dessa nova tarifa. Na última sexta-feira, dia 1º de agosto, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), comentou que as medidas estão sendo “calibradas” e devem ser discutidas com sindicatos antes de serem oficialmente anunciadas. Essas reuniões com representantes de diferentes setores são essenciais para que a equipe do governo obtenha uma visão mais precisa dos impactos da tarifa e desenvolva soluções específicas.

Os impactos da tarifa nos setores exportadores

O vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), já está preparado para dialogar com empresários de diversos setores afetados pela tarifa, liderando assim os esforços do governo nas negociações sobre essa questão. Conforme dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), impressionantes 35,9% das exportações brasileiras estão sujeitas à taxa de 50% imposta por Trump.

Em meio a essas preocupações, foi relatado que o governo federal optou por implementar medidas setoriais específicas, ao invés de um pacote de respostas único. Essa estratégia visa personalizar as soluções e garantir que cada segmento da economia receba o apoio necessário. Ao mesmo tempo, o ministro Haddad garantiu que o conjunto de medidas planeado não comprometerá a meta fiscal do governo.

Negociações e alternativas diplomáticas

Paralelamente à busca por estratégias para mitigar os danos causados pela tarifa, o governo mantém esforços para persistir nas negociações com os Estados Unidos. Auxiliares ao presidente defendem a importância de dar continuidade à via diplomática, só utilizando reações mais contundentes em última instância. Em um sinal positivo, a Secretaria do Tesouro dos EUA já fez contato com o Brasil para agendar novas reuniões, seguindo um encontro prévio entre Scott Bessent, titular da secretaria, e Haddad no mês de maio, quando o tema foi discutido pela primeira vez.

O que constitui o tarifaço

  • Donald Trump oficializou, em 31 de julho, a ordem executiva que institui a tarifa de 50% sobre produtos exportados do Brasil para os Estados Unidos.
  • Esses 50% referem-se à soma de uma alíquota de 10% anunciada anteriormente, com 40% adicionais que foram definidos no começo de agosto.
  • Embora isso ocorra, Trump isentou quase 700 produtos da tarifa, incluindo suco de laranja, aeronaves, castanhas, petróleo e minérios de ferro, que serão penalizados apenas pela taxa de 10%.
  • A previsão é que a tarifa de 50% entre em vigor no início de agosto, criando um cenário incerto para as empresas exportadoras.

Ações estaduais em resposta às tarifas

Enquanto o governo federal ainda conclui sua análise sobre as respostas adequadas, alguns estados já iniciaram medidas proativas para apoiar os produtores prejudicados pelas tarifas. O Rio Grande do Sul, por exemplo, lançou um programa de crédito no valor de R$ 100 milhões, voltado para exportadores afetados. O governo de São Paulo também se mobilizou, anunciando um pacote que inclui R$ 400 milhões em empréstimos e a liberação de R$ 1,5 bilhão em créditos do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS).

Além disso, governadores do Nordeste estão se unindo para minimizar os impactos do tarifaço sobre a indústria e o comércio da região. É esperado que integrantes do Consórcio Nordeste se reúnam com o presidente Lula na próxima quarta-feira, 6/8, para discutir estratégias e abordar os impactos da tarifa sob perspectivas regionais.

O panorama está em constante evolução, e as decisões do governo brasileiro serão cruciais para determinar a resposta efetiva à situação desafiadora gerada pela decisão dos Estados Unidos. Com a colaboração entre diferentes setores e níveis do governo, espera-se que o Brasil consiga enfrentar essa adversidade da melhor forma possível.

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