No último domingo, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou da cerimônia de encerramento do 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT) em Brasília. O evento não só celebrou a conclusão do processo interno de eleições da legenda, mas também oficializou a posse de Edinho Silva, ex-prefeito de Araraquara (SP), como o novo presidente nacional do partido. Silva sucede Gleisi Hoffmann (PR), que ocupou o cargo desde 2017 e foi interinamente substituída pelo senador Humberto Costa.
Presença de ministros e liderança petista
Estiveram presentes na cerimônia onze ministros do atual governo, incluindo Jorge Messias (AGU), Camilo Santana (Educação), Anielly Franco (Igualdade Racial) e Luiz Marinho (Trabalho), entre outros. A presença do ex-ministro José Dirceu, que facedo um retorno à cena política, também foi marcante — ele foi ovacionado pela militância com gritos de “Dirceu guerreiro do povo brasileiro”. Espera-se que Dirceu concorra à Câmara dos Deputados nas próximas eleições.
O papel de Edinho Silva na nova liderança do PT
A escolha de Edinho Silva como presidente reafirma sua posição como uma figura de confiança no núcleo próximo a Lula. Com um histórico em campanhas presidenciais do Partido dos Trabalhadores, além de sua experiência como ministro da Secretaria de Comunicação Social no segundo mandato de Dilma Rousseff, a expectativa é que sua liderança alinhe ainda mais a atuação do partido com a estratégia governo.
Esse alinhamento é crucial, especialmente em um momento em que Lula está empenhado em reforçar sua base no Congresso e dialogar com movimentos sociais, buscando uma maior representatividade e apoio na sociedade.
Desafios e diretrizes políticas do PT
Desde a sexta-feira, cerca de mil delegados de todo o Brasil, previamente eleitos nas instâncias estaduais do PT, participaram das discussões sobre o novo regimento interno e as diretrizes políticas da legenda. A corrente majoritária “Construindo um Novo Brasil” (CNB), que inclui tanto Lula quanto Edinho, continua a manter o controle da maioria no Diretório Nacional, reduzindo as chances de grandes mudanças dentro do partido.
Perspectivas eleitorais para 2026
O 17º Encontro Nacional foi também um palco para debates sobre as perspectivas eleitorais do PT para 2026, a relação com os aliados na frente ampla e principalmente o fortalecimento da presença digital do partido nas redes sociais. Esses temas foram considerados centrais para a nova direção. A expectativa é que Edinho assuma um papel ativo na reorganização da militância digital, focando na construção de conexões com setores do eleitorado que ainda resistem ao programa petista.
Atuação digital e novas campanhas
Recentemente, o PT obteve um bom desempenho em plataformas digitais com campanhas que transcendiam o âmbito da militância tradicional, como a defesa da taxação dos super-ricos e a mobilização quanto à soberania nacional, reacendida devido a recentes políticas do governo dos EUA. A nova gestão liderada por Edinho tem como objetivo intensificar esse tipo de ação, investindo em uma linguagem mais acessível, engajamento com criadores de conteúdo e uma maior capilaridade entre os militantes digitais.
Uma música sobre a taxação foi apresentada logo no início da solenidade, simbolizando uma estratégia de comunicação inovadora e alinhada com as demandas atuais do eleitorado.
Com a nova liderança e um plano de ação estratégico, o PT se prepara para enfrentar os desafios futuros e buscar reafirmar sua relevância na política brasileira, especialmente de olho nas eleições de 2026.















