Brasil, 29 de agosto de 2025
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Haddad destaca avanços do governo Lula no 17º Encontro Nacional do PT

Ministro da Fazenda participa do encontro e ressalta políticas para a saúde, educação e taxação de ricos.

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participou nesta sexta-feira (1º/8) do 17º Encontro Nacional do Partido dos Trabalhadores (PT), que ocorre em Brasília. Durante sua fala, Haddad ressaltou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem cumprido todas as propostas apresentadas em seu plano de governo durante a campanha de 2022. O evento marca também a posse do novo presidente da sigla, Edinho Silva, eleito no recente Processo de Eleição Direta (PED), realizado em julho.

Encontro com ampla participação

O encontro petista acontecerá entre os dias 1º e 3 de agosto e contará com a participação de mais de mil delegados do partido, além de ministros, deputados e senadores. Este encontro é uma importante oportunidade para a militância do PT debater suas estratégias e objetivos para os próximos anos, especialmente com os desafios que o país enfrenta.

“Eu me surpreendi com o quanto nós avançamos em relação às nossas próprias expectativas. Nós falávamos em recuperar o piso constitucional da saúde e da educação. Nós dizíamos que não iremos fazer o exercício em cima do trabalhador. Não íamos fazer, em cima do BPC, do Bolsa Família, da política de valorização do salário mínimo, cortes necessários para equilibrar as contas públicas da maneira tradicional”, afirmou Haddad durante o evento.

Novas propostas econômicas

Um dos principais focos do governo Lula, conforme mencionado por Haddad, é a aprovação do projeto de lei (PL) que propõe a ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR) para trabalhadores que ganham até R$ 5 mil. A expectativa é que esta proposta seja discutida e aprovada no segundo semestre. O ministro reafirmou a premissa do governo de que “quem vai pagar a conta é o rico”, alinhando-se à campanha em redes sociais intitulada BBB, que defende a taxação de bilionários, bancos e grandes plataformas de apostas.

Crescimento econômico e redução do desemprego

Além das questões relacionadas à taxação, Haddad comemorou os resultados econômicos positivos do Brasil, destacando o crescimento e a queda nas taxas de desemprego. “Se você olhar para os indicadores econômicos, todo mundo dizia que o país não tinha possibilidade de crescer mais de 1,5% ao ano, o que daria um crescimento de 6% em 4 anos. Nós, em dois anos, crescemos 7%. Nós superamos todas as expectativas do mercado”, enfatizou o ministro.

O evento do PT é realizado em um contexto econômico desafiador, onde os sinais de crescimento são esperançoso. Ao lado de Haddad, estão os ministros Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar), Gleisi Hoffmann (Relações Institucionais) e Márcio Macêdo (Secretaria-Geral da Presidência).

Desafios internacionais

A participação de Haddad no encontro acontece em uma semana tumultuada, onde o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma tarifa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando 50% de taxação. Segundo a Casa Branca, a medida foi uma resposta a ações do governo brasileiro, especialmente no que diz respeito à segurança nacional e à suposta perseguição ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que enfrenta ações judiciais.

O ministro da Fazenda garantiu que está desenvolvendo um plano de contingência para mitigar os efeitos dessa nova tarifa e que a equipe econômica está revisando os dados para apresentar uma proposta ao presidente Lula.

Perspectivas do PT para o futuro

O evento do PT também simboliza a transição da liderança, com Edinho Silva assumindo a presidência nacional do partido. A programação inclui a participação de Lula no domingo (3/8), quando está prevista a cerimônia de posse do novo diretório do PT.

Além disso, durante o sábado, o partido votará em emendas à tese vencedora do PED, que intitula-se “Para derrotar a extrema direita, construindo um novo Brasil”. Integrações com movimentos sociais e a construção de um projeto inclusivo são expectativas chave, principalmente em vista das eleições presidenciais de 2026, conforme indicam membros da sigla.

O 17º Encontro Nacional do PT não é apenas uma celebração, mas um momento estratégico de reafirmação de compromissos e novas metas, em um cenário político e econômico que exige resiliência e inovação.

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