Brasil, 31 de agosto de 2025
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11 campanhas publicitárias que fracassaram de forma surpreendente

De anúncios sexistas a provocações mal planejadas, conheça as campanhas que causaram revolta e danos às marcas envolvidas

Ao longo dos anos, diversos anúncios publicitários provocaram reações negativas ao serem considerados ofensivos, inapropriados ou de mau gosto. Desde campanhas de Brooke Shields na Calvin Klein até ações recentes de Sydney Sweeney na American Eagle, esses exemplos ilustram como uma estratégia mal executada pode prejudicar a imagem de uma marca, gerando críticas públicas e até prejuízos financeiros.

Campanhas que despertaram escândalo e condenação

Brooke Shields e a Calvin Klein (1980)

Nos anos 80, a jovem Brooke Shields estrelou campanhas que foram vistas como sexualizadas demais para uma adolescente, gerando críticas à exploração da imagem de menores de idade na publicidade. Apesar do sucesso, a repercussão negativa marcou a carreira da marca na época.

Sydney Sweeney e a American Eagle (2025)

Recentemente, a atriz Sydney Sweeney participou de uma campanha da American Eagle que gerou controvérsia após a divulgação de uma jaqueta com um motivo de borboleta, o qual representaria a conscientização contra a violência doméstica, uma causa que Sweeney apoia. No entanto, muitos criticaram a sexualização excessiva e a abordagem controversa da campanha, com análises considerarem a publicidade “retrógrada” e desatualizada.

“A presença de Sydney na campanha foi vista como inadequada, e a tentativa da marca de associar moda a causas sociais foi considerada de mau gosto por alguns críticos”, afirmou a colunista do Washington Post, Rachel Tashjian. Apesar das críticas, a ação trouxe um aumento de 20% nas ações da American Eagle na bolsa, demonstrando que o impacto na imagem nem sempre é negativo do ponto de vista financeiro.

Kendall Jenner e o anúncio da Pepsi (2017)

O comercial de Pepsi com Kendall Jenner tentou transmitir uma mensagem de união e paz, mas foi imediatamente considerado insensível ao tentar cooptar o movimento Black Lives Matter de forma superficial. Bernice King, filha de Martin Luther King Jr., criticou duramente, afirmando que o anúncio banalizava uma luta séria por direitos civis.

A Pepsi, então, retirou o vídeo e pediu desculpas publicamente, alegando que “houve um erro de julgamento”. Kendall Jenner também expressou arrependimento em uma participação na série “Keeping Up with the Kardashians”, admitindo que não avaliou corretamente a sensibilidade do tema.

Campanha da Peloton (2019)

O anúncio, que mostrava uma mulher recebendo uma esteira de presente do marido, gerou reações de desconforto e críticas ao reforçar estereótipos de gênero. Monica Ruiz, a atriz que interpretou a “esposa de Peloton”, comentou que sua expressão preocupada foi interpretada como medo e, em seguida, a publicidade foi alvo de sátiras por celebridades como Ryan Reynolds, que criou um anúncio humorístico em sua conta de gin de petróleo.

Publicidade com inteligência artificial da Coca-Cola (2024)

A Coca-Cola lançou um anúncio de Natal gerado por IA, que mostrou cenas de esculturas e pinturas conhecendo uma garrafa de refrigerante. A campanha recebeu críticas por parecer artificial demais, tirando a magia da data comemorativa. Especialistas explicaram que a desconexão entre o conteúdo e o espírito do Natal prejudicou a recepção do público, levando a uma resposta negativa significativa.

A Coca-Cola declarou que busca inovar, combinando criatividade humana com tecnologia, mas reconheceram a necessidade de maior sensibilidade na mistura dessas abordagens.

Outros exemplos notórios de publicidade polêmica

Campanhas como a da Carl’s Jr., que explorou a sexualização de mulheres de forma flagrante, ou o polêmico anúncio de Dove que foi acusado de racismo, reforçam a ideia de que a linha entre polêmica e prejuízo pode ser muito tênue. Muitas dessas empresas, após a repercussão, emitiram desculpas e removeram as campanhas, mas o dano à reputação muitas vezes permanece.

Por exemplo, a Bic Sul África pediu desculpas por uma mensagem considerado ofensiva, e a Popchips comentou que a sua publicidade provocativa foi mal interpretada, buscando evitar futuras controvérsias.

Impacto da publicidade mal planejada e lições aprendidas

Apesar do aumento de audiência que campanhas polêmicas podem gerar, empresas precisam avaliar cuidadosamente o conteúdo antes de lançar uma peça. O risco de alienar o público e prejudicar a marca muitas vezes supera os ganhos temporários.

Especialistas recomendam maior atenção à diversidade, ao contexto social e à sensibilidade cultural para evitar polêmicas desnecessárias. Assim, o sucesso pode ser construído a partir de uma comunicação responsável e autêntica, que respeite os valores da sociedade.

O que podemos aprender com esses exemplos?

Essas campanhas mostram que uma estratégia mal pensada ou uma leitura inadequada do momento social podem gerar reações contrárias à intenção original das marcas. Portanto, a transparência, o respeito e o alinhamento com o público são essenciais para construir uma comunicação eficaz e sustentável.

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