Brasil, 31 de agosto de 2025
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Trump administrações queimam quase US$10 milhões em contraceptivos destinados a países pobres

Decisão de destruir milhões em contraceptivos gerou protestos, críticas e acusações de desperdício de dinheiro público internacional

As controvérsias envolvendo a política de ajuda externa dos Estados Unidos continuam, desta vez com a queima de aproximadamente US$ 9,7 milhões em contraceptivos destinados a países em desenvolvimento. Apesar de ofertas de compra e redistribuição por organizações internacionais e ONGs, o governo americano decidiu incinerar os itens, justificando a medida com restrições relacionadas à política do México.

Queima de contraceptivos: um desperdício justificado?

Segundo a Reuters, o governo dos EUA gastará cerca de US$ 167 mil para incinerar implantes, pílulas e dispositivos intrauterinos, que expiram entre abril de 2027 e setembro de 2031. A queima ocorre na Bélgica, onde os produtos estão armazenados desde o congelamento do auxílio estrangeiro, realizado em janeiro. O Departamento de Estado afirma que preservará preservativos e medicamentos contra HIV, mas não fornecerá recursos relacionados ao aborto, em conformidade com a política do México.

Razões por trás da decisão

Conforme relatado pela Axios, uma porta-voz do Departamento de Estado explicou que várias políticas impedem o governo de oferecer assistência relacionada ao aborto a organizações estrangeiras. A medida é compatível com a política do México, reforçada pelo governo Trump em janeiro, que proíbe o financiamento ou cooperação com entidades que apoiam ou oferecem acesso ao interrupções de gravidez.

Um analista afirmou que a decisão foi tomada para cumprir as diretrizes, embora denuncie-se o impacto social e humanitário da medida. Organizações e especialistas alertam que a destruição de contraceptivos eleva o risco de gravidez indesejada, aborto ilegal e mortes maternas em países com acesso limitado a cuidados de saúde reprodutiva.

Reações e críticas à queima de contraceptivos

Figuras públicas e parlamentares reagiram com forte reprovação. A congressista californiana Judy Chu afirmou estar “horrorizada” e classificou a ação como “cruel, vergonhosa e um desperdício desnecessário de recursos públicos”. Beth Davidson, legisladora de Nova York, criticou: “Sem acesso a anticoncepcionais, mais mulheres serão obrigadas a recorrer a abortos inseguros, o que aumenta o risco de morte materna”.

No âmbito social, a reação também foi de indignação. Usuários nas redes sociais denunciaram a ação como um “desperdício visível de dinheiro” e “uma crueldade intencional”. Um comentário no Reddit resumiu a opinião de muitos: “Seria mais barato doar ou vender esses contraceptivos do que queimá-los. Isso é puro desafeto.”

Implicações sociais, políticas e humanitárias

Críticos indicam que a medida reforça uma postura de preconceito e misoginia, ao priorizar políticas anti-abortistas e negar acesso a métodos contraceptivos. Além da repercussão negativa entre a opinião pública internacional, especialistas alertam para o retrocesso em direitos reprodutivos de mulheres e meninas em países em situação de vulnerabilidade.

Organizações humanitárias e países parceiros continuam a instar os EUA a reconsiderar essa política extrema. A destruição de milhares de contraceptivos reforça debates sobre o uso de recursos públicos em ações que muitos definem como desumanas e desperdício de dinheiro de ajuda humanitária.

Perspectivas futuras e impactos globais

Analistas dizem que o episódio poderá fortalecer a pressão internacional por uma política mais ética e responsável na ajuda exterior dos EUA. Enquanto isso, a controvérsia reacende discussões sobre os limites da influência americana na saúde reprodutiva de populações vulneráveis ao redor do mundo.

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