Documentos recém-divulgados revelam que uma mulher norte-americana, cujo nome foi omitido, declarou à polícia que correspondeu com Bryan Kohberger, condenado pelos assassinatos de quatro estudantes na Idaho, em 2022. Ela contou que a relação foi interrompida após conversas sobre homicídio a deixarem desconfortável, segundo registros policiais.
Conversa que alertou a vítima
De acordo com o relatório, a mulher afirmou ter conversado com Kohberger no Tinder entre setembro e outubro de 2022, antes de seu paradeiro se tornar conhecido. Ela relatou que Kohberger se apresentou como estudante de criminologia na Washington State University, a cerca de oito milhas do local dos crimes.
Ela também revelou que planejaram se encontrar durante o recesso de Natal, quando ele retornaria para a casa dos pais na Pensilvânia. A mulher explicou que pagou um valor extra para ampliar os resultados de sua busca no aplicativo, pois não havia encontros na sua área.
Discussão perturbadora e decisão de cortar contato
Durante a conversa, Kohberger perguntou o que a mulher achava que seria a pior forma de morrer, e ela respondeu que seria com uma faca. Então, ele questionou: “Como uma Ka-Bar?”, referindo-se à faca usada nas investigações e encontrada ao lado de uma das vítimas.
Ela afirmou que não sabia o que era uma Ka-Bar e precisou pesquisar online. Logo após, decidiu encerrar o contato, pois os questionamentos de Kohberger a deixaram desconfortável, conforme o relatório da polícia.
Descoberta e investigações policiais
Somente após a prisão de Kohberger, em dezembro de 2022, a mulher reconheceu sua foto e lembrou do comentário relacionado à faca. Ela então entrou em contato com a polícia para relatar as conversas, levando à investigação formal.
A polícia informou que não conseguiu verificar a autenticidade do depoimento, pois ela não tinha mais acesso à conta no Tinder, e a plataforma afirmou que não há registros relacionados às informações fornecidas por ela.
Contexto e desfecho do caso
Kohberger foi condenado nesta semana pelos crimes, recebendo quatro penas de prisão perpétua. A sentença refere-se à morte de Kaylee Goncalves, Ethan Chapin, Xana Kernodle e Madison Mogen, ocorrida em novembro de 2022 na Universidade de Idaho.
Especialistas destacam que, apesar de a conversa em si não indicar envolvimento direto da mulher, o relato contribui para entender o contexto das investigações. A polícia continua analisando os detalhes das comunicações reveladas nos documentos oficiais.
Ao final, os investigadores reforçam que continuam procurando por evidências adicionais que possam relacionar Kohberger a outras possíveis ligações ou contatos suspeitos, enquanto o réu aguarda o cumprimento de suas penas em prisão perpétua.
**Meta descrição:** Mulher afirma ter conversado com Bryan Kohberger no Tinder antes dos assassinatos na Universidade de Idaho, mas encerrou contato após perguntas perturbadoras.
**Tags:** Polícia, Caso Idaho, Bryan Kohberger, Tinder, investigação, Crimes