Brasil, 2 de janeiro de 2026
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STF inicia audiências de testemunhas em ações penais da trama golpista

O Supremo Tribunal Federal ouve testemunhas em ações penais sobre a trama golpista, incluindo Mauro Cid e ex-integrantes da segurança.

O Supremo Tribunal Federal (STF) deu início esta semana a uma sequência de audiências fundamentais que envolvem testemunhas de acusação e defesa em duas ações penais relacionadas à suposta trama golpista que ocorreu em 2022. Um dos pontos focais destas audiências é o tenente-coronel Mauro Cid, que recentemente firmou um acordo de delação premiada e será ouvido novamente como informante do juízo.

Contornos das audiências e papéis dos réus

As audiências das testemunhas do núcleo dois, que supostamente gerenciava as ações da organização criminosa, estão programadas para começar na terça-feira e se estenderão até a semana seguinte. As testemunhas do núcleo quatro, encarregado da desinformação, serão ouvidas entre terça e quarta-feira desta semana. Para a semana seguinte, entre os dias 21 e 23, estão agendados os depoimentos de pessoas indicadas pelos réus do núcleo três, composto por membros de forças de segurança.

Na manhã desta segunda-feira, os primeiros a se apresentar foram Adiel Pereira Alcântara, ex-coordenador da Polícia Rodoviária Federal (PRF), e Clebson Ferreira de Paula Vieira, ex-analista de inteligência do Ministério da Justiça. Ambos já haviam prestado depoimento em maio, durante as audiências do núcleo 1 e foram indicados pela Procuradoria-Geral da República (PGR) como testemunhas da acusação. Eles discutirão, novamente, os bloqueios realizados pela PRF no segundo turno das eleições presidenciais de 2022.

A importância de Mauro Cid nas audiências

À tarde, Mauro Cid será ouvido como informante. Como um dos réus do núcleo 1, sua delação promete trazer à tona novas informações sobre o esquema investigado. É esperado que suas declarações limitem e detalhem o papel desempenhado pelos envolvidos nas manobras golpistas.

Além disso, ex-comandantes das Forças Armadas, como Marco Antônio Freire Gomes (Exército) e Carlos de Almeida Baptista Junior (Aeronáutica), devem prestar novos depoimentos na terça-feira, indicados por advogados de defesa. Isso indica um intensificado compromisso das autoridades em esclarecer todos os aspectos da trama.

Outras testemunhas e suas implicações

As futuras audiências incluirão testemunhos de políticos e figuras públicas. Filipe Martins, ex-assessor presidencial, indicou o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) e o deputado federal Eduardo Pazuello (PL-RJ) como testemunhas, além de ex-ministros e embaixadores, que serão ouvidos na quarta-feira. O presidente do PL, Valdemar Costa Neto, também será ouvido na terça-feira sobre sua experiência e conhecimento, tendo sido indicado por Carlos Rocha, presidente do Instituto Voto Legal, contratado para fiscalizar as urnas eletrônicas.

Um ponto de destaque nas audiências será a participação do ministro da Defesa, José Múcio, cuja audiência foi marcada para o dia 22 de julho. Sua presença é vista como crucial para entender o envolvimento das forças armadas e segurança no contexto do golpe.

O panorama dos réus na trama golpista

Atualmente, 31 pessoas são acusadas de envolvimento na trama golpista. No núcleo 1, encontram-se o ex-presidente Jair Bolsonaro e mais sete pessoas. O núcleo dois inclui figuras como Filipe Martins e o ex-diretor da PRF, Silvinei Vasques. O núcleo três conta com Estevam Theophilo e outros militares, enquanto o núcleo quatro é formado por Ailton Barros e Carlos Rocha, entre outros.

Essas audiências têm uma relevância significativa não apenas para os réus, mas para o próprio sistema político brasileiro, pois podem trazer à luz informações cruciais sobre os eventos que antecederam e caracterizaram os atos golpistas de 2022. A sociedade civil e a classe política acompanham de perto cada nova revelação, aumentando a pressão por transparência e responsabilização.

Com a continuidade das audiências, a expectativa é que novos detalhes sobre o esquema sejam revelados, permitindo uma compreensão mais clara do modo como as ações dos réus impactaram a democracia e o estado de direito no Brasil. O STF se coloca, portanto, como um ator essencial na devolução da confiança institucional e na busca pela verdade dos fatos que abalaram as estruturas democráticas em nosso país.

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