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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Como as empresas podem construir transformação duradoura

<p> Transformação organizacional exige coragem, mudança de mindset e adoção do paradigma de ecossistemas colaborativos, aponta especialista</p>

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No cenário de rápidas mudanças e crises como a de 2020, muitas empresas demonstraram capacidade de adaptação, mas struggle para manter esse impulso. Segundo Jeroen Tas, colaborador da TIME, a chave para uma transformação verdadeira e duradoura está em abandonar a mentalidade de controle e adotar uma abordagem de ecossistema colaborativo e resiliente.

A dificuldade de sustentar a transformação

Durante a pandemia, a velocidade com que empresas como Philips ajustaram suas operações foi impressionante. Contudo, assim que a crise passou, muitas retornaram aos velhos hábitos, revelando que a mudança rápida não se sustenta sem uma base sólida. Tas explica que o problema não está na tecnologia ou no talento, mas na resistência cultural ao romper com paradigmas tradicionais.

O paradigma de ecossistemas

Empresas mais dinâmicas atualmente, como Amazon, Notion e Anthropic, operam com base na construção de plataformas que promovem escala e colaboração. Elas enxergam o mercado como uma rede de relacionamentos complexos, onde valor é co-criado por parceiros, clientes e até concorrentes, semelhante a organismos em um sistema natural. Essa visão exige uma mudança de mentalidade: de controle rígido para agilidade e co-evolução.

A complexidade dos sistemas colaborativos

Os ecossistemas são sistemas adaptativos complexos, com relações em constante evolução, feedbacks e comportamento emergente. Para liderar nesse contexto, é preciso abandonar a busca por controle fixo e abraçar a resiliência e a capacidade de adaptação contínua, explica Tas.

O papel da liderança na transformação

Segundo o especialista, a maior barreira não é a estratégia, mas a mentalidade de zero-sum — de competição que visa maximizar ganhos individuais às custas dos outros. Para mudar essa cultura, líderes devem primeiro trabalhar a si mesmos, trocando a busca por certezas por curiosidade, o controle por contribuição, e a narrativa de herói pela de co-criação.

Construindo organizações ecossistêmicas

Para criar organizações prontas para essa nova era, é preciso desenvolver uma liderança que valorize a vulnerabilidade, a colaboração e o aprendizado contínuo. Assim, as empresas podem não apenas sobreviver às mudanças, mas prosperar em ambientes complexos e altamente conectados.

Segundo Tas, iniciar essa mudança exige coragem para repensar relacionamentos internos e externos, promovendo uma cultura de inovação compartilhada e adaptação constante. Somente assim é possível estabelecer uma transformação realmente duradoura.

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