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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Justiça é acionada após reintegração do shopping em Campos

<p> Associação de lojistas contesta decreto que reintegra Shopping Estrada ao patrimônio público e busca renovar permissão de uso.</p>

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A recente decisão da Prefeitura de Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, de reintegrar o Shopping Estrada ao patrimônio público municipal gerou controvérsia. A Associação de Lojistas do local acionou a Justiça na última terça-feira (1°) devido a esse decreto, que foi publicado no Diário Oficial na quarta-feira (2º).

Contexto e fundamentos da reintegração

O Shopping Estrada estava sob permissão de uso desde 1996, com uma validade de 30 anos, cujo término está previsto para 28 de março de 2025. Contudo, a Prefeitura argumenta que, como não houve renovação ou prorrogação da concessão, o espaço e todas as melhorias realizadas passam a ser parte do patrimônio municipal, sem direito a indenização pelos ex-permissionários.

A Companhia de Desenvolvimento do Município de Campos (Codemca) assumirá a gestão do local, sendo responsável por vistorias técnicas, fiscalização e quaisquer medidas administrativas necessárias para a desocupação total ou parcial dos imóveis, conforme o interesse público. Esta decisão é parte de uma estratégia mais ampla do governo municipal, visando a readequação urbanística e social da área.

Desentendimento e ação judicial

A Associação dos Lojistas do Shopping Estrada (ALSE) contesta essa reintegração, afirmando que o prazo de concessão se estenderá até 2026, o que justificaria sua expectativa de renovação. De acordo com a associação, essa discrepância nos prazos deveria ser considerada, e a falta de comunicação por parte da Prefeitura é um ponto central da reclamação.

Como parte do processo de reintegração, a Prefeitura convocou a ALSE e os outros permissionários a se apresentarem na sede da Codemca em até 15 dias úteis após a publicação do decreto, para formalizar uma nova permissão de uso. O prefeito Wladimir Garotinho ressaltou que essa ação visa um melhor aproveitamento da área em questão, buscando promover melhorias urbanas e sociais.

Reações e próximos passos

Até o presente momento, o g1 entrou em contato com a Prefeitura para obter uma posição oficial sobre a alegação da Associação, mas até o fechamento desta matéria, aguardava-se um retorno. As expectativas em torno dessa decisão são misturadas; enquanto alguns veem a reintegração como uma oportunidade de revitalização, outros temem a perda de seus negócios e a falta de diálogo com a administração municipal.

Essa situação destaca a constante tensão entre o poder público e os comerciantes locais, um tema cada vez mais relevante nas discussões sobre gestão urbana em cidades brasileiras. A decisão da Justiça, que ainda será tomada, terá impactos significativos tanto para o futuro do Shopping Estrada quanto para os turistas e moradores que frequentam a região.

Além disso, essa situação levantou questionamentos sobre a transparência nas ações da administração pública e a necessidade de um canal de comunicação mais eficaz entre os comerciantes e o governo local. A continuidade dessa situação será acompanhada com atenção, especialmente por aqueles que dependem do shopping para suas atividades econômicas.

Conclusão

A disputa em torno da reintegração do Shopping Estrada ao patrimônio público de Campos dos Goytacazes traz à tona questões fundamentais sobre os direitos dos comerciantes e a gestão urbana. À medida que os desdobramentos legais ocorrem, a esperança é de que um acordo mútuo possa ser alcançado, beneficiando tanto o comércio local quanto a comunidade como um todo. O desfecho deste caso servirá como exemplo para futuros conflitos semelhantes em outras cidades do Brasil.

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