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segunda-feira, 26 de outubro de 2026

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Política

Governo federal ingressa com ação no STF para manter aumento do IOF

<p> Advogado-geral da União anuncia Ação Declaratória de Inconstitucionalidade após Congresso derrubar aumento do Imposto sobre Operações Financeiras.</p>

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Em uma manhã tensa no cenário político nacional, o advogado-geral da União, Jorge Messias, anunciou que o governo federal decidiu ingressar com uma Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo Tribunal Federal (STF). A ação tem o objetivo de manter o decreto que aumenta o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), após a recente derrubada feita pelo Congresso.

A derrubada do decreto

No dia 25 de junho, o Congresso derrubou um decreto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que alterava as alíquotas do IOF, marcando um momento histórico: esta foi a primeira vez em mais de trinta anos que uma medida presidencial desse tipo foi formalmente rejeitada por deputados e senadores. A decisão foi tomada em meio a um contexto de forte oposição de setores econômicos e parlamentares que temiam os impactos negativos da medida na atividade empresarial.

A importância do IOF e seus impactos

A alta no IOF anunciada pelo governo pretendia arrecadar mais de R$ 20 bilhões para alcançar a meta fiscal deste ano. Contudo, essa expectativa de aumento da carga tributária gerou uma onda de protestos. A Câmara dos Deputados, com 383 votos favoráveis e 93 contrários, aprovou rapidamente a revogação da medida. Em ato contínuo, o Senado confirmou a anulação em uma votação simbólica.

Essa medida de aumento do IOF não foi bem recebida desde seu anúncio no final de maio. O governo teve que recuar, redigindo novas propostas de arrecadação em conciliamento com os parlamentares, propondo um pacote de medidas fiscais que não impactássem diretamente a tributação sobre operações financeiras.

Os desdobramentos políticos da ação

A movimentação do governo em entrar com a ADI demonstra a intensidade da crise política que permeia as relações entre o Executivo e o Legislativo. O ministro das Finanças, Fernando Haddad, e outros membros do governo expressaram publicamente a necessidade do aumento no IOF como uma questão crucial para o equilíbrio fiscal do país. Haddad chegou a afirmar que o governo "depende da alta do IOF para atingir suas metas fiscais".

Histórico de rejeições no Congresso

A última vez que um decreto presidencial foi rejeitado ocorreu em 1992, durante o governo de Fernando Collor de Mello, e envolveu a alteração de regras para o pagamento de precatórios, em um contexto político igualmente conturbado. Essa comparação histórica ilustra a gravidade da situação atual.

A operação de comunicação e a articulação dentro do Congresso parecem ser fatores chave para o sucesso do governo na sua nova estratégia fiscal. O governo tentou contornar a elevação das alíquotas do IOF, apresentando alternativas que não apenas garantissem a arrecadação necessária, mas também que servissem para pacificar os ânimos no Congresso e no mercado.

Expectativas para o futuro

A situação atual levanta muitas perguntas sobre o futuro do governo Lula e a sua capacidade de implementar suas políticas fiscais sem um apoio sólido do Congresso. O resultado da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade pode ter um impacto significativo não apenas sobre a tributação, mas também sobre a relação entre o Executivo e o Legislativo nos próximos meses.

O desfecho dessa saga legislativa e judicial será acompanhado de perto por analistas financeiros e políticos, sem dúvida refletindo a fragilidade e a complexidade da governança no Brasil contemporâneo.

Aguarde mais informações sobre os desdobramentos dessa ação no STF e suas implicações para o cenário econômico brasileiro.

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