Brasil, 31 de agosto de 2025
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Vendas do comércio brasileiro ficam estáveis em maio, com setores diversos apresentando resultados mistos

Apesar da ligeira retração, setores como hipermercados e móveis cresceram, enquanto comércio digital recuou 3,1% em maio

As vendas do comércio brasileiro tiveram leve retração de 0,1% em maio, na comparação mensal, conforme o Índice do Varejo Stone (IVS). Em relação ao mesmo mês de 2023, a queda foi de 0,5%, indicam os dados divulgados nesta semana.

Variações regionais e por segmentos no comércio brasileiro

Apesar da retração geral, cinco dos oito setores analisados registraram crescimento em maio. O setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo liderou a alta com 1,5%. Também tiveram avanços os segmentos de móveis e eletrodomésticos (0,7%), artigos farmacêuticos (0,6%), tecidos, vestuário e calçados (0,6%) e outros artigos de uso pessoal e doméstico (0,5%).

Por outro lado, segmentos como livros, jornais, revistas e papelaria sofreram recuo de 2%, enquanto combustíveis e lubrificantes caíram 1,5%, e material de construção registrou uma baixa de 0,7%.

Desempenho anual dos segmentos

Na avaliação de análises anuais, o setor de livros, jornais, revistas e papelaria destacou-se com alta de 3,7%, seguido por tecidos, vestuário e calçados (3,2%) e material de construção (2%). Já móveis e eletrodomésticos recuaram 1,8%, refletindo uma dinâmica distinta entre os períodos.

Varejo digital mostra retração, enquanto comércio físico apresenta leve crescimento

O comércio digital registrou uma retração significativa de 3,1% em maio, enquanto o varejo físico cresceu 0,5% no mesmo período. Comparando com maio de 2024, o digital também caiu 0,8%, ao passo que o varejo tradicional apresentou alta de 0,4%, indicando uma mudança parcial na preferência do consumidor.

Perspectivas do mercado de trabalho e impacto na economia

Segundo especialistas, o mercado de trabalho voltou a apresentar sinais positivos, com redução na taxa de desemprego e geração de empregos formais acima do esperado. Contudo, o comprometimento de renda e a inflação permanecem em patamares elevados, o que impede uma mudança estrutural definitiva na economia, avalia Matheus Calvelli, cientista de dados da Stone.

Recorte regional aponta diferenças entre os estados

Na análise por regiões, 18 estados apresentaram crescimento na comparação com maio de 2024. Os maiores avanços foram registrados no Amapá (6,9%), Acre (6,3%), Sergipe (5,8%) e Piauí, Tocantins (5,1%). Em contrapartida, os desempenhos negativos foram notados em Mato Grosso do Sul (–3,8%), Rio Grande do Sul (–3,2%) e Distrito Federal (–2,7%).

Segundo a pesquisa, o panorama indica um cenário de estabilidade com nichos de expansão e retração regional por conta de fatores locais e conjunturais.

Para mais detalhes, acesse a fonte original.

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