Brasil, 31 de agosto de 2025
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Audiência de Haddad na Câmara termina após tumulto entre deputados

Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, debateu medidas de compensação ao aumento do IOF, mas sessão foi encerrada precocemente por protestos

A audiência do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, na Câmara dos Deputados, que durou quase três horas, foi encerrada de forma abrupta devido a um tumulto promovido por parlamentares da oposição. A sessão, conjunta pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Fiscalização Financeira, ficou marcada por críticas e bate-boca entre deputados e Haddad.

Conflito e críticas durante o debate

Na segunda rodada de perguntas, os deputados Nikolas Ferreira (PL-MG) e Carlos Jordy (PL-RJ) acusaram o governo de gastança, alegando que as medidas recentes não resolveriam o déficit nas contas públicas. Antes que Haddad pudesse responder, os deputados se retiraram do plenário, o que gerou irritação do ministro. “Agora aparecem dois deputados, fazem as perguntas e correm do debate. Nikolas sumiu, veio só para aparecer”, criticou Haddad, chamando a atitude de “molecagem”.

Momentos antes de encerrar a sessão, Jordy retornou ao plenário e rebateu Haddad com agressividade, afirmando que o ministro tinha pouco conhecimento técnico. “Governo Lula é pior do que uma pandemia”, disparou Jordy, causando uma reação de protesto entre os presentes.

Confusão e encerramento antecipado

Quando a terceira rodada de perguntas começou, Jordy pediu direito de resposta e continuou com ataques, enquanto Nikolas tentou responder, mas o deputado Rogério Correia (PT-MG), que conduzia a audiência, não concedeu a palavra. Sem acordo para retomar a sessão, Correia encerrou a audiência antes do previsto, gerando confusão no plenário.

Haddad rebate críticas às contas públicas

Durante sua fala, Haddad destacou que o superávit primário de R$ 54,1 bilhões em 2022, último ano do governo anterior, foi alcançado com práticas questionáveis, como atraso no pagamento de precatórios e privatizações abaixo do valor de mercado. Segundo o ministro, o resultado veio também de um prejuízo de aproximadamente R$ 30 bilhões com a redução artificial dos preços dos combustíveis e do pagamento recorde de dividendos da Petrobras, que totalizou cerca de R$ 200 bilhões, beneficiando o Tesouro Nacional.

Haddad rebateu as críticas às cuentas públicas atuais, reforçando que o governo trabalha para equilibrar as finanças e implementar medidas de ajuste fiscal. Segundo ele, as ações atuais visam garantir sustentabilidade e crescimento econômico a longo prazo.

Para consultar detalhes da discussão, acesse o link da Agência Brasil.

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