Brasil, 31 de agosto de 2025
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Ministra marina silva se sente desrespeitada em comissão do senado

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, expressa descontentamento após ser alvo de ataques em audiência do Senado.

A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, fez declarações contundentes nesta terça-feira, 27 de maio, sobre seu descontentamento em relação ao tratamento que recebeu durante uma reunião da Comissão de Infraestrutura (CI) do Senado Federal. A ministra, que estava convocada para discutir unidades de conservação no estado do Amapá, se retirou da sessão após momentos de intensa tensão e ataques verbais por parte de alguns senadores.

Conflito na Comissão de Infraestrutura

O incidente ocorreu quando a ministra foi desrespeitada por senadores, como o parlamentar Marcos Rogério (PL-RO), que pediu para que ela “se colocasse no seu lugar”. Além disso, o senador Plínio Valério (PSDB-AM) questionou a legitimidade do respeito que deveria ser dado a Marina na função de ministra, afirmando que, ao olhá-la, ele via apenas uma ministra e não uma mulher.

“Eu me senti agredida fazendo o meu trabalho. Eu fui chamada para mostrar tecnicamente que as unidades de conservação propostas para o Amapá não afetam o empreendimento que está sendo licenciado”, relatou Marina aos jornalistas, evidenciando sua indignação com a situação.

Defesa do respeito e abertura ao diálogo

Após o ocorrido, Marina Silva expressou sua intenção de continuar participando de discussões, mas enfatizou a necessidade de respeito nas interações. “Eu não fui convidada lá por ser mulher, eu fui convidada por ser ministra. Como convidada, eu dei a chance de que ele pedisse desculpas, e então eu permaneceria na reunião”, explicou, ressaltando a sua posição e pedindo dignidade na discussão de assuntos relevantes ao meio ambiente.

A ministra ainda destacou: “Pessoas que não respeitam a democracia, não respeitam as mulheres, não respeitam os indígenas e não respeitam o povo preto não são afeitos a pedir desculpas. Ele disse que não ia se desculpar e, obviamente, eu me retirei”. Essa declaração sublinha um apelo por respeito aos diferentes grupos sociais, especialmente aqueles tradicionalmente marginalizados.

A importância do respeito nas relações institucionais

Marina Silva não se furta a abordar questões relacionadas à sua identidade e ao seu percurso de vida. Em sua fala, ela afirmou: “O meu lugar é onde todas as mulheres devem estar.” A afirmação reforça a necessidade de inclusão e reconhecimento do papel das mulheres em todos os setores, especialmente na política e em ambientes de decisão como o Senado.

A ministra também fez um chamado à sociedade para que haja um debate mais respeitoso sobre as questões ambientais e sobre a presença de mulheres na política. Ela reafirmou sua disposição para dialogar com todos, desde que haja um ambiente de respeito mútuo.

O episódio acendeu uma discussão importante sobre o discriminação e a maneira como personagens públicos são tratados, especialmente quando se trata de mulheres que ocupam cargos de liderança. O respeito é um pilar fundamental para o funcionamento adequado das instituições e, como tal, deve ser respeitado por todos os membros do legislativo.

Marina Silva, com sua trajetória marcada pela luta ambiental e pelos direitos humanos, continua a ser uma voz essencial nas discussões sobre sustentabilidade no Brasil, e suas declarações recentes nos lembram da importância de tratar todos com dignidade, independentemente de gênero, raça ou posição. O incidente na Comissão de Infraestrutura não deve ser visto apenas como um momento de confronto, mas como uma oportunidade para refletir sobre a necessidade de mudar a cultura de respeito e igualdade nos espaços políticos do Brasil.

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