Brasil, 31 de agosto de 2025
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Ex-médico acusado de queimar a mãe viva será julgado no DF

Justiça decide que Lauro Estevão Vaz Curvo, ex-médico, irá a júri popular por crime brutal contra a própria mãe de 94 anos.

O caso chocante envolvendo o ex-médico Lauro Estevão Vaz Curvo, acusado de queimar a própria mãe viva em Águas Claras, no Distrito Federal, ganha novos desdobramentos. A Justiça do DF decidiu levar o réu a júri popular, encerrando um processo marcado por indícios de motivação torpe e uma série de evidências que apontam para um crime brutal. Zely Alves Curvo, a vítima de 94 anos, era considerada vulnerável, e o réu teria agido de forma a beneficiar-se financeiramente com sua morte.

Motivações e circunstâncias do crime

A investigação apontou que Lauro tinha um histórico de conflitos com a mãe e havia perdido a curatela, além de acesso aos proventos da idosa. A motivação torpe, segundo o Tribunal de Justiça do DF, foi a alegada perda de acesso a recursos financeiros, o que levanta questões sobre a relação já desgastada entre mãe e filho. As provas apresentadas durante a fase de instrução revelam um cenário perturbador, onde testemunhas descreveram que, no momento do incêndio, o apartamento estava tomado por fumaça e chamas.

Um depoimento crucial veio de uma perita do Corpo de Bombeiros, que, após investigar a cena do crime, concluiu que o incêndio teve dois focos distintos, descatando causas naturais ou elétricas e indicando a possibilidade de um incêndio intencional. Esses fatos têm levado o juiz Andre Silva Ribeiro a concluir que o réu representa um risco à ordem pública, levando à manutenção de sua prisão preventiva desde junho de 2024.

Provas a serem analisadas pelo júri

Durante a instrução, militar do Corpo de Bombeiros, que atendeu à ocorrência, e outros profissionais descreveram a cena do crime e as ações do réu. Testemunhas relataram que Lauro parecia “muito exaltado” no momento em que chegou ao local do incêndio e que seu comportamento levantou a suspeita das autoridades. Uma prova particularmente alarmante foi encontrada em seu veículo, onde foi detectado a presença de thinner, um solvente altamente inflamável que poderia ter sido utilizado para iniciar o fogo.

Uma análise do celular de Lauro revelou buscas relacionadas a mortes trágicas, além de interações com sua ex-companheira, nas quais ele tentava minimizar a gravidade da situação, alegando que o incêndio teve início por um ventilador. A delegada responsável pela investigação, Elizabeth Cristina Frade, destacou que o acidente ocorreu enquanto Lauro deixou sua mãe, reconhecidamente dependente, sozinha por quatro horas.

Histórico problemático e repercussão do caso

Além da acusação atual, Lauro Estevão Vaz Curvo tem um histórico criminal que agrava sua situação. Em 2021, o Conselho Regional de Medicina do DF cassou sua licença médica após condenações anteriores por abuso sexual de pacientes. Essa trajetória manchada não apenas molda a percepção pública sobre o crime atual, mas também levanta questionamentos sobre a vigilância efetiva sobre profissionais da saúde e seus comportamentos éticos.

O irmão do réu e outras testemunhas corroboraram que Lauro não tinha uma boa relação com a mãe, tendo até abandonado-a em um hospital no passado. Tal condição familiar parece influenciar a narrativa do caso, além de reforçar a ideia de que a motivação por trás do crime pode ter raízes mais profundas nas relações familiares do acusado.

À medida que a comunidade aguarda a data do júri, o caso continua a suscitar discussões sobre a proteção de pessoas idosas, a responsabilidade familiar e os mecanismos legais que regem o comportamento de indivíduos em posições de cuidado. A tragédia da morte de Zely Alves Curvo se torna um alerta para a necessidade urgente de monitoramento e apoio a idosos em situações vulneráveis.

O desenrolar deste caso, que abala a confiança na relação familiar, será acompanhado de perto pela sociedade, levantando questões sobre justiça e responsabilidade entre aqueles que assumem a guarda e o cuidado de pessoas em situação de fragilidade.

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