Brasil, 31 de agosto de 2025
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Petroleiros anunciam nova greve contra mudanças na Petrobras

A paralisação dos petroleiros nos dias 29 e 30 de maio visa protestar contra a falta de diálogo e mudanças no teletrabalho.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) confirmaram uma nova greve de advertência nas unidades da Petrobras, marcada para os dias 29 e 30 de maio. A decisão, anunciada na manhã desta quinta-feira, reflete a insatisfação dos trabalhadores com as negociações estagnadas com a estatal, que inclui mudanças indesejadas no teletrabalho e falta de diálogo sobre a política de remuneração variável.

A insatisfação crescente entre os trabalhadores

De acordo com líderes das federações, a decisão pela greve foi tomada em uma reunião conjunta realizada na quarta-feira. Desde março, funcionários da Petrobras têm realizado greves de advertência de 24 horas como forma de protesto. A paralisação atual é uma resposta à ausência de progresso nas negociações com a direção da empresa e à política de cortes de custos que tem sido aplicada.

Uma das principais queixas dos trabalhadores é a insegurança relacionada às condições operacionais da Petrobras. Recentemente, houve uma denúncia sobre a subnotificação de acidentes em unidades operacionais, como o incidente na plataforma Cherne 1, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro. Ambas as federações exigem transparência e rigor na gestão dessas questões.

Medidas de austeridade e lucros recordes

Na última terça-feira, a presidente da Petrobras, Magda Chambriard, anunciou a necessidade de “apertar os cintos” em razão da queda do preço do petróleo no mercado internacional. No entanto, a FUP e a FNP destacam uma incoerência na estratégia da empresa. Apesar de ter registrado um lucro líquido de R$ 35,2 bilhões no primeiro trimestre de 2025 e distribuir R$ 11,72 bilhões em dividendos aos acionistas, a Petrobras defende medidas de austeridade que afetam diretamente os funcionários.

Além da greve, as federações estão preparando uma contraproposta unificada que abordará diversas demandas dos trabalhadores. Na próxima semana, assembleias serão realizadas em todas as unidades da empresa para formalizar a rejeição à atual proposta apresentada pela companhia, que já foi amplamente criticada pela categoria.

Reivindicações dos petroleiros

Entre os principais pontos levantados pelos trabalhadores estão a defesa do teletrabalho, regulado por regras coletivas, a oposição à redução da remuneração variável, e a recomposição do efetivo de pessoal. Além disso, há uma demanda por segurança nas operações da Petrobras e melhorias nas condições de trabalho, com ênfase especial na fábrica de fertilizantes do Paraná (Fafen PR).

Flexibilizações e novas regras de teletrabalho

A Petrobras propôs um modelo híbrido de trabalho, que inclui até dois dias de teletrabalho por semana, assinalando que os funcionários devem estar presentes nas unidades pelo menos um dia na segunda ou na sexta-feira. Contudo, as federações criticam esta proposta, sugerindo que ela não atende às necessidades e expectativas dos trabalhadores, especialmente em um ambiente que já enfrenta tensões devido a cortes de custos e reduzir a remuneração variável.

Além disso, a empresa permitiu até três dias de teletrabalho para gestantes, responsáveis por crianças pequenas e empregados que residem a mais de 150 quilômetros do local de trabalho, mas a falta de diálogo persistente impede que os trabalhadores se sintam seguros e valorizados em suas demandas.

Próximos passos e a mobilização contínua

Os petroleiros se preparam para intensificar suas mobilizações nos próximos dias, com assembleias que visam fortalecer a pressão sobre a direção da Petrobras. A greve marcadas para os dias 29 e 30 de maio é um indicativo claro da insatisfação crescente e da luta por condições de trabalho mais justas e transparentes. Enquanto isso, o cenário econômico global e as decisões internas da estatal continuarão impactando diretamente os trabalhadores e suas famílias.

As federações estão determinadas em apresentar suas propostas e continuarão a lutar por melhorias que garantam não apenas uma remuneração justa, mas também um ambiente de trabalho seguro e saudável para todos os funcionários da Petrobras.

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