A vereadora Tatiana Medeiros (PSB) foi presa nesta quinta-feira (3), em Teresina, pela Polícia Federal (PF), durante a Operação Escudo Eleitoral. A ação investiga crimes eleitorais relacionados à compra de votos e financiamento ilícito de campanhas, além de possível ligação com facções criminosas atuantes na capital do Piauí.
Suspeita de ligação com facção criminosa é investigada
De acordo com a Polícia Federal, há indícios da conexão da vereadora com Alandilson Cardoso Passos, alvo da Operação Denarc 64, que combate o tráfico de drogas. Passos é investigado por tráfico, roubo qualificado e porte ilegal de armas, sendo apontado como integrante influente de uma facção criminosa local. Essa suposta associação sugere uma interferência significativa de organizações criminosas no processo eleitoral de Teresina.
Instituto da vereadora foi alvo de busca e apreensão
Agentes federais realizaram buscas no Instituto Vamos Juntos, criado pela parlamentar, onde apreenderam R$ 100 mil em espécie. A quantia levantou suspeitas adicionais sobre o uso de recursos ilícitos para financiamento eleitoral. O instituto, segundo as autoridades, poderia estar funcionando como fachada para lavagem e captação irregular de dinheiro para campanhas políticas.

Defesa fala em perseguição política
Em entrevista ao Jornal do Piauí, da TV Cidade Verde, Tatiana Medeiros negou veementemente qualquer envolvimento com atividades criminosas, apontando o episódio como uma tentativa de perseguição política. A vereadora declarou não possuir pendências jurídicas e sugeriu que a ação esteja relacionada a disputas internas no PSB, partido que recentemente aplicou sanções contra ela.
“Estão tentando destruir minha imagem, mas confio que a verdade prevalecerá”, afirmou a parlamentar durante a entrevista.
A prisão da vereadora Tatiana Medeiros gerou forte impacto no meio político local, devendo provocar novos desdobramentos nas próximas semanas. As investigações seguem em andamento para identificar possíveis conexões adicionais com outros envolvidos no suposto esquema.
A Câmara Municipal de Teresina ainda não divulgou um posicionamento oficial sobre o caso.