Brasil, 3 de abril de 2025
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Val Kilmer morre aos 65 anos: astro de Hollywood teve carreira marcada por talento e temperamento explosivo

Val Kilmer: entre o gênio e a fúria, Hollywood se despede de um astro irreverente.
A notícia foi confirmada por sua filha, encerrando a trajetória de um dos artistas mais carismáticos — e também mais controversos — da história recente de Hollywood. Foto: Reprodução

Val Kilmer, ator americano conhecido por papéis icônicos como Jim Morrison em The Doors e o herói em Batman Eternamente, morreu nesta quarta-feira (2) aos 65 anos, vítima de uma pneumonia. A notícia foi confirmada por sua filha, encerrando a trajetória de um dos artistas mais carismáticos — e também mais controversos — da história recente de Hollywood.

O astro, que brilhou nos anos 1980 e 1990, deixa um legado cinematográfico potente e uma reputação temperamental que dividiu colegas e diretores. Sua última aparição nas telonas, em Top Gun: Maverick (2022), emocionou Tom Cruise e foi viabilizada com ajuda de inteligência artificial para regenerar sua voz, debilitada após um câncer na garganta.

Um talento fora da curva… e fora do controle

Nascido em Los Angeles, Kilmer conquistou fama precoce com o sucesso de Top Gun (1985), mas foi seu mergulho visceral em personagens como Jim Morrison que consagrou seu nome no topo da indústria. No entanto, seu comportamento nos bastidores tornou-se notório.

Durante as gravações de Batman Eternamente (1994), ele e o diretor Joel Schumacher quase chegaram às vias de fato. “Ele estava sendo irracional e balístico”, contou o cineasta à revista Entertainment Weekly, que em 1996 publicou um dossiê sobre os conflitos com o ator. Schumacher o classificou como “psicótico” e disse ter sido aconselhado a não contratá-lo.

Brigas com colegas e fama de difícil

As tensões não se limitaram ao set de Batman. Em Heat (1995), Kilmer bateu de frente com Al Pacino após destratar um assistente. No conturbado set de A Ilha do Dr. Moreau, foi acusado de sabotar o diretor Richard Stanley e, posteriormente, entrou em choque com o substituto John Frankenheimer, que declarou: “Nunca mais trabalho com Val Kilmer”.

Até Marlon Brando, seu colega no longa, exigiu que seus trailers fossem separados. Em O Santo (1997), a equipe foi instruída a evitar contato visual com o ator.

Um artista complexo até o fim

Apesar das polêmicas, Kilmer sempre teve consciência de sua dualidade. No documentário Val (2021), ele refletiu:

“Me comportei mal. Me comportei bravamente. Me comportei de forma bizarra para alguns. Não nego nada disso e não tenho arrependimentos.”

Em vida, Val Kilmer se destacou por entregar performances intensas e por sua dedicação incomum ao ofício da atuação. Sua ausência será sentida não apenas pelos que trabalharam com ele, mas também por milhões de fãs que o admiraram por décadas.

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