O presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, revelou nesta quarta-feira (2/4) os planos para transformar o sistema Pix nos próximos anos. Durante evento em comemoração aos 60 anos da instituição, realizado em Brasília, Galípolo adiantou que o Pix parcelado e o Pix com garantia estão entre as inovações previstas até o fim de seu mandato, em 2028.
Lançado em 2020, o Pix revolucionou o sistema de pagamentos brasileiro ao oferecer transferências instantâneas e gratuitas. Agora, a proposta é expandir suas funcionalidades para competir diretamente com cartões de crédito e fomentar o acesso ao crédito com taxas mais competitivas.

Como funcionará o Pix parcelado?
Segundo Galípolo, o Pix parcelado permitirá que consumidores dividam o pagamento de compras, de forma similar ao que ocorre com cartões de crédito, mas com taxas mais baixas. A modalidade deverá atrair especialmente microempreendedores e consumidores que buscam alternativas de crédito mais acessíveis.
Ainda não há data definida para o lançamento, mas a proposta já está em fase avançada de desenvolvimento técnico dentro do BC.
Pix com garantia: crédito com chave Pix como caução
Outro projeto anunciado foi o Pix por garantia, uma nova funcionalidade que permitirá ao empreendedor utilizar sua chave Pix como garantia para obtenção de crédito. A ideia é facilitar o acesso ao financiamento, especialmente para pequenos negócios, sem a burocracia comum de outras linhas de crédito.
Esse modelo poderá ser integrado a plataformas digitais de bancos e fintechs, promovendo maior inclusão financeira.
Pix por aproximação já está em vigor
Além dos projetos futuros, Galípolo destacou a consolidação do Pix por aproximação, já disponível desde o início de 2025. Com essa função, pagamentos podem ser feitos ao encostar o celular em terminais compatíveis, assim como ocorre com cartões contactless, aumentando ainda mais a praticidade do sistema.
Drex também está no radar do BC
Gabriel Galípolo reafirmou ainda que o Banco Central trabalha para formalizar o Drex, a moeda digital brasileira. A proposta é complementar o Pix com um real digital, que permitirá transações com ativos tokenizados e contratos inteligentes. O Drex está em fase de testes e deve ter novas definições nos próximos anos.