Brasil, 2 de abril de 2025
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Eduardo Saverin lidera lista de brasileiros mais ricos 2024, segundo a Forbes

Com uma fortuna estimada em US$ 34,5 bilhões, Saverin ocupa também a 51ª posição global, consolidando-se como um dos empresários mais influentes do mundo na era digital. Foto: Reprodução

O cofundador do Facebook, Eduardo Saverin, lidera novamente a lista dos brasileiros mais ricos de 2024, de acordo com o ranking divulgado pela revista Forbes nesta terça-feira (1º). Com uma fortuna estimada em US$ 34,5 bilhões, Saverin ocupa também a 51ª posição global, consolidando-se como um dos empresários mais influentes do mundo na era digital.

É o segundo ano consecutivo em que Saverin aparece no topo da lista nacional. Em 2024, ele chegou a ser considerado o brasileiro mais rico da história, quando sua fortuna ultrapassou temporariamente os US$ 155 bilhões, impulsionada pela valorização das ações da Meta — controladora do Facebook, Instagram e WhatsApp.


🇧🇷 Top 3 tem Vicky Safra e Jorge Paulo Lemann

Na segunda posição entre os brasileiros está Vicky Safra, viúva do banqueiro Joseph Safra. Com uma fortuna de US$ 20,7 bilhões, ela se mantém como a mulher mais rica do Brasil e a 98ª pessoa mais rica do mundo, segundo a Forbes. Morando na Suíça, Vicky divide a administração do império financeiro da família com seus filhos, que tocam os negócios no Brasil e no exterior.

Na terceira colocação, aparece o veterano empresário Jorge Paulo Lemann, com US$ 17 bilhões. Sócio da 3G Capital, Lemann é um dos responsáveis por grandes investimentos globais, como a fusão da Ambev com a Anheuser-Busch, que formou a maior cervejaria do mundo, a AB InBev. Aos 85 anos, Lemann continua sendo um dos principais nomes do capitalismo brasileiro.


🏦 Fintechs e novos ricos também aparecem

A lista de 2024 também destaca nomes ligados ao setor de tecnologia e serviços financeiros. Um dos destaques é David Vélez, cofundador e CEO do Nubank, que aparece com uma fortuna de US$ 10,7 bilhões, na quarta posição nacional. Apesar de ter nascido na Colômbia, Vélez reside no Brasil e construiu seu patrimônio no país, sendo considerado “bilionário brasileiro” pelo critério da Forbes.

Outro nome notável é Carlos Alberto Sicupira, parceiro de Lemann e também sócio da 3G Capital, com US$ 7,6 bilhões, ocupando a quinta posição.

Em seguida, vem o banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, com US$ 6,9 bilhões, consolidando o protagonismo do setor financeiro na lista de bilionários nacionais.


📉 Perdas e mudanças na lista

Apesar do destaque de alguns nomes, o Brasil perdeu 16 bilionários em relação ao ano anterior, figurando agora com 55 nomes na lista global. O país ganhou apenas um novo integrante: Mário Araripe, do setor de energia renovável, com fortuna estimada em US$ 3 bilhões.

O número reflete, em parte, a instabilidade de certos setores da economia e perdas acumuladas em grupos empresariais, como no caso da Americanas, que afetou as fortunas de Lemann, Sicupira e Marcel Telles.


🌍 Lista mostra concentração e heranças

A lista de bilionários brasileiros ainda revela uma forte concentração de riqueza em famílias tradicionais. Nomes como os Moreira Salles, com múltiplos representantes no ranking, e os Batista, do grupo JBS, reforçam o domínio de grupos familiares no cenário econômico nacional.

Além disso, há crescente presença feminina, como Cristina Junqueira, cofundadora do Nubank, com US$ 1,4 bilhão, e Lucia Maggi, do agronegócio, com US$ 1 bilhão.

Veja a lista completa de bilionários brasileiros, segundo a Forbes.
Eduardo Saverin — US$ 34,5 bilhões
Vicky Safra — US$ 20,7 bilhões
Jorge Paulo Lemann — US$ 17 bilhões
David Velez — US$ 10,7 bilhões
Carlos Alberto Sicupira — US$ 7,6 bilhões
André Esteves — US$ 6,9 bilhões
Fernando Roberto Moreira Salles — US$ 6,5 bilhões
Miguel Krigsner — US$ 6,1 bilhões
Pedro Moreira Salles — US$ 6,1 bilhões
Alexandre Behring — US$ 5,7 bilhões
João Moreira Salles — US$ 4,5 bilhões
Walther Moreira Salles Junior — US$ 4,5 bilhões
Jorge Mol Filho e família — US$ 4,4 bilhões
Joesley Batista — US$ 3,8 bilhões
Wesley Batista — US$ 3,8 bilhões
Maurizio Billi — US$ 3,7 bilhões
Alceu Elias Feldmann e família — US$ 3,3 bilhões
José João Abdalla Filho — US$ 3,2 bilhões
Mário Araripe — US$ 3 bilhões
João Roberto Marinho — US$ 3 bilhões
José Roberto Marinho — US$ 3 bilhões
Roberto Irineu Marinho — US$ 3 bilhões
Lírio Parisotto — US$ 2,5 bilhões
Marcel Herrmann Telles e família — US$ 2,3 bilhões
Alexandre Grendene Bartelle — US$ 2,2 bilhões
Julio Bozano — US$ 2,1 bilhões
Luciano Hang — US$ 2 bilhões
Jayme Garfinkel e família — US$ 1,8 bilhão
Guilherme Benchimol — US$ 1,7 bilhão
Alfredo Egydio Arruda Villela Filho — US$ 1,7 bilhão
Luiz Frias — US$ 1,7 bilhão
Ilson Mateus e família — US$ 1,7 bilhão
Sasson Dayan e família — US$ 1,5 bilhão
Ana Lucia de Mattos Barretto Villela — US$ 1,5 bilhão
Artur Grynbaum — US$ 1,5 bilhão
Rubens Menin Teixeira de Souza — US$ 1,5 bilhão
Rubens Ometto Silveira Mello — US$ 1,5 bilhão
Carlos Sanchez — US$ 1,5 bilhão
Eduardo Voigt Schwartz — US$ 1,5 bilhão
Mariana Voigt Schwartz Gomes — US$ 1,5 bilhão
Cristina Junqueira — US$ 1,4 bilhão
José Roberto Ermirio de Moraes — US$ 1,3 bilhão
Jose Ermirio de Moraes Neto — US$ 1,3 bilhão
Daniel Feffer — US$ 1,3 bilhão
David Feffer — US$ 1,3 bilhão
Neide Helena de Moraes — US$ 1,3 bilhão
Vera Rechulski Santo Domingo — US$ 1,3 bilhão
Jorge Feffer e família — US$ 1,2 bilhão
Ruben Feffer — US$ 1,2 bilhão
Lívia Voigt de Assis — US$ 1,2 bilhão
Dora Voigt de Assis — US$ 1,2 bilhão
Antônio Luiz Seabra — US$ 1,1 bilhão
Jose Isaac Peres e família — US$ 1,1 bilhão
Liu Ming Chung — US$ 1,1 bilhão
Lucia Maggi e família — US$ 1 bilhão


🧭 Tendências e legado

O protagonismo de Eduardo Saverin no topo do ranking brasileiro aponta para uma mudança de perfil entre os grandes bilionários do país. O foco na inovação, em startups e investimentos tecnológicos começa a rivalizar com os setores tradicionais como bancos, indústria e agro.

Saverin, atualmente residente em Singapura, é também cofundador da B Capital, empresa de venture capital voltada a investimentos em startups promissoras. Seu papel como investidor global marca uma nova fase do capital brasileiro no exterior.

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