O número de trabalhadores com carteira assinada no Brasil atingiu um novo recorde, chegando a 39,6 milhões no trimestre encerrado em fevereiro de 2025. O dado faz parte da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Esse é o maior número registrado desde o início da série histórica, em 2012.
Avanço do emprego formal impulsionado pelo comércio
O crescimento de 1,1% no emprego formal foi atribuído, segundo o IBGE, à manutenção das contratações no setor do comércio. De acordo com Adriana Beringuy, coordenadora de pesquisas domiciliares do instituto, esse movimento contribuiu diretamente para o novo pico de trabalhadores com registro em carteira no setor privado.

Queda na informalidade e carteira assinada atinge recorde
A pesquisa também revelou uma queda de 6% no número de trabalhadores sem carteira assinada, que agora totalizam 13,5 milhões de pessoas. O setor público também apresentou retração: os empregados nessa esfera somam 12,4 milhões, uma redução de 3,9%.
Essas movimentações resultaram em uma pequena retração da taxa de informalidade, que passou de 38,2% para 38,1% da população ocupada — o equivalente a 39,1 milhões de trabalhadores informais.
Desemprego registra terceira alta consecutiva
Apesar do avanço na formalização, a taxa de desemprego subiu para 6,8%, representando a terceira alta seguida. No trimestre anterior (encerrado em novembro de 2024), o índice era de 6,1%. Ainda assim, o IBGE destaca que esse patamar é o menor para os trimestres encerrados em fevereiro desde 2014, e iguala o nível mais baixo da série histórica.
O total da população ocupada foi estimado em 102,7 milhões de pessoas, com um nível de ocupação de 58%. Já a população desocupada — pessoas que não estavam trabalhando, mas buscavam emprego — permanece em um patamar historicamente baixo.
Dados gerais da ocupação no Brasil
Confira os principais destaques da Pnad Contínua:
- Empregados com carteira de trabalho (privado): 39,6 milhões
- Empregados sem carteira (privado): 13,5 milhões
- Setor público: 12,4 milhões
- Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões
- Trabalhadores domésticos: 5,7 milhões
- Taxa de informalidade: 38,1%
- Taxa de subutilização: 15,5%
- População subutilizada: 18,3 milhões
- População desalentada: 3,2 milhões