Um estudo da WRI Brasil, divulgado nesta quarta-feira (26), revelou que, entre 1993 e 2020, as cidades brasileiras aumentaram mais em volume de construções do que em número de moradores. A pesquisa analisa como as áreas urbanas se desenvolveram nesse período, mostrando que o crescimento das cidades nem sempre segue o ritmo da população.
Cidades crescem para cima ou para os lados
A pesquisa mapeou diferentes tipos de crescimento urbano. As grandes cidades, como São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, cresceram principalmente para cima, com mais prédios. Já cidades médias e pequenas, como Manaus e Teresina, expandiram de forma mais horizontal, ocupando mais espaço.
População estável, mas mais prédios
Mesmo com o número de habitantes estagnado ou em queda, as grandes cidades continuaram construindo, principalmente edifícios. Segundo os especialistas, isso acontece por motivos como especulação imobiliária, com imóveis vazios sendo usados como forma de investimento.
Impacto no meio ambiente e na qualidade de vida
Segundo o estudo, cidades mais compactas são melhores para o meio ambiente e a qualidade de vida. Elas permitem um transporte mais eficiente, menor gasto de energia e menos poluição. Já o crescimento desordenado pode dificultar o acesso a serviços e aumentar o impacto ambiental.
Uso dos dados para melhorar as cidades
Com quase 30 anos de dados, o estudo ajuda a entender como o Brasil está urbanizando e pode orientar políticas públicas para tornar as cidades mais sustentáveis, acessíveis e equilibradas no uso do solo.