Brasil, 31 de março de 2025
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Saúde mental das crianças: como reconhecer 5 sinais de sofrimento emocional?

⚠️ Alerta – Fique atento aos sinais. Muitas crianças e adolescentes enfrentam sofrimento emocional sem que os adultos percebam. É essencial aprender a identificar sinais sutis de problemas de saúde mental para oferecer apoio e cuidado desde cedo.
Criança faz uso de equipamento digitais. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

Nos últimos anos, a saúde mental das crianças e adolescentes passou a ser uma preocupação importante para pais, educadores e profissionais da área. A BBC Brasil lançou uma série de reportagens inspirada na personagem Riley, do filme “Divertida Mente”, para mostrar como adultos podem perceber quando uma criança está com dificuldades emocionais. Muitas vezes, os sinais de sofrimento não são claros, e os adultos ficam em dúvida: como saber se uma criança está realmente sofrendo?

Principais causas de sofrimento na infância

De acordo com especialistas consultados pela BBC Brasil, diversas situações podem levar adultos a buscar terapia para crianças. Queixas como birras, uso excessivo de telas, e desobediência são comuns, mas há cinco questões que se destacam nas consultas a psicólogos e psicanalistas:

  1. Medos de animais e insetos, que causam angústia;
  2. Medo da própria morte ou da morte de pessoas queridas;
  3. Vergonha e timidez excessivas;
  4. Bullying;
  5. Sentimento de exclusão e solidão.

Além dessas, eventos traumáticos, como a perda de um familiar ou amigos, mudanças de cidade, e separações familiares, podem gerar uma necessidade de atenção especial. Separações litigiosas ou abusos também são fontes significativas de sofrimento, embora não sejam o foco deste artigo.

A importância de reconhecer os medos infantis

Um dos medos mais comuns na infância, segundo a psicanalista Adela Stoppel de Gueller, são os relacionados a criaturas imaginárias, como fantasmas, e a animais. Esses medos podem surgir por volta dos três anos de idade e frequentemente se manifestam de forma intensa, a ponto de limitar a vida cotidiana da criança.

Gueller esclarece que o medo é uma parte natural do desenvolvimento infantil, mas que se torna preocupante quando impede que a criança explore novos ambientes ou participe de atividades cotidianas. É essencial que os adultos ajudem a criança a enfrentar esses medos de maneira construtiva e não reforcem suas fobias evitando situações que as desencadeiam.

Saúde mental das crianças
Crianças em jogos eletrônicos.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O impacto da morte e da ausência

O medo da morte, seja a própria ou a de entes queridos, é outra questão que muitas crianças enfrentam. A psicanalista Rosa Maria Marini alerta que, mais do que a morte em si, o que causa medo é a ideia de desamparo que pode surgir dessa ausência. Por isso, é fundamental que pais e cuidadores estejam abertos para discutir o tema com as crianças, abordando a morte de forma clara e gentil, em vez de silenciá-la.

Vergonha e bullying: desafios sociais na infância

Outros fatores que geram sofrimento são a vergonha e o bullying, que se manifestam como inibições sociais. Muitas crianças se sentem incapazes de se expressar ou interagir com os colegas, e essa dificuldade pode resultar em problemas de socialização. A intervenção de adultos, tanto em casa quanto na escola, é crucial. Estabelecer um ambiente seguro onde a criança possa expressar seus sentimentos é vital para o seu desenvolvimento emocional.

Sentimentos de exclusão e solidão

A solidão e a sensação de não pertencer a um grupo podem surgir, especialmente em ambientes de escolaridade. O psicólogo e psicanalista Enrique Mandelbaum observa que quando as crianças não encontram conexões emocionais significativas, elas se sentem isoladas. Momentos de exclusão podem ser devastadores e precisam ser abordados com sensibilidade.

Saúde mental das crianças
Foto: Fotos Públicas

Identificando e tratando o sofrimento emocional

Identificar que algo não vai bem com a criança envolve estar atento às mudanças em seu comportamento e no relacionamento com adultos. A escuta ativa dos cuidadores é essencial para que a criança se sinta segura para compartilhar suas angústias.

A consulta com um profissional pode ser necessária em muitos casos. Não significa que os pais falharam ao cuidar de seus filhos, mas sim que certos desafios exigem uma abordagem especializada. Profissionais de saúde mental, como psicólogos e psicanalistas, utilizam métodos lúdicos e terapêuticos, permitindo que as crianças expressem seus sentimentos através de brincadeiras, desenhos e outras atividades criativas.

Estar atento ao bem-estar emocional das crianças é essencial para garantir uma infância mais saudável e feliz. Conversar abertamente sobre sentimentos, oferecer apoio e procurar ajuda profissional quando necessário são atitudes fundamentais nesse processo. Essa atenção é ainda mais urgente quando pensamos nas milhares de crianças ao redor do mundo que vivem os horrores da guerra, expostas a traumas profundos e situações de extrema vulnerabilidade. Cuidar da saúde mental infantil é um compromisso global com o futuro.

Saúde mental das crianças
Crianças em Gaza. Foto: Fotos Públicas

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