O governo brasileiro anunciou a decisão de ingressar na Opep+, aliança de países exportadores de petróleo. A medida gerou reações críticas, especialmente entre ambientalistas, que apontam contradição com os compromissos climáticos do Brasil.
A representante do Greenpeace Brasil, Camila Jardim, afirmou que a decisão “envia o sinal errado para o resto do mundo”, principalmente porque o país sediará a COP 30 em 2025, em Belém (PA).
A adesão à Opep+ levanta questionamentos sobre a posição do Brasil na transição energética, já que o país se comprometeu, durante a COP 28, a triplicar sua capacidade de energia renovável até 2030.
Especialistas alertam que a participação na Opep+, grupo que defende interesses do setor petrolífero, pode enfraquecer a imagem do Brasil como líder ambiental no cenário global.
O ministro Alexandre Silveira minimizou as críticas, dizendo que o Brasil não tem que se envergonhar de ser produtor de petróleo, também ressaltou que o Brasil tem um papel estratégico no equilíbrio entre a produção de petróleo e a transição para uma matriz energética mais limpa.
Segundo ele, o país já se destaca globalmente pelo uso de biocombustíveis e fontes renováveis, como a energia eólica e solar, e sua participação na Opep+ permitirá influenciar debates sobre sustentabilidade dentro do próprio setor petrolífero. Silveira disse que a adesão não impede o Brasil de manter seus compromissos climáticos e argumentou que é possível conciliar o desenvolvimento econômico com políticas ambientais responsáveis.