Brasília – O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), rejeitou nesta sexta-feira (14) um pedido da defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para ter acesso à íntegra das provas do inquérito do golpe, que investiga uma suposta conspiração para impedir o terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Na decisão, Moraes afirmou que os advogados de Bolsonaro sempre tiveram total acesso ao conjunto probatório, incluindo documentos e provas coletadas pela Polícia Federal (PF).
🔎 Decisão do STF
📌 A defesa de Bolsonaro, representada pelo advogado Celso Vilardi, solicitou acesso ao espelhamento de celulares, computadores e pen drives apreendidos durante as investigações. Segundo Vilardi, a medida seria essencial para garantir a “paridade de armas” no processo.
📌 No entanto, Alexandre de Moraes afirmou que a defesa do ex-presidente já teve amplo acesso às provas, inclusive antes da retirada do sigilo do inquérito.
🗣️ “O amplo acesso aos elementos de prova já documentado nos autos está plenamente garantido à defesa dos investigados, incluído o requerente Jair Messias Bolsonaro, o que permanecerá até o encerramento da investigação.” — escreveu Moraes na decisão.
🚨 Bolsonaro indiciado pela Polícia Federal
O ex-presidente Jair Bolsonaro foi indiciado pela Polícia Federal em novembro de 2024 pelos crimes de:
⚠️ Golpe de Estado;
⚠️ Abolição violenta do Estado Democrático de Direito;
⚠️ Organização criminosa.
As investigações concluíram que houve uma trama golpista para impedir a posse de Lula e manter Bolsonaro no poder.
⚖️ Bolsonaro pode virar réu
A Procuradoria-Geral da República (PGR) deve apresentar uma denúncia formal contra Bolsonaro e outros investigados na próxima semana.
Caso o STF aceite a denúncia, Bolsonaro deixará de ser apenas investigado e passará à condição de réu, respondendo a um processo criminal que pode levá-lo a julgamento.
O ex-presidente e seus aliados negam qualquer envolvimento em uma tentativa de golpe e afirmam que o inquérito tem viés político.