Teresina, 19 de abril de 2024
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Ex-ministro Antonio Palocci será ouvido sobre acordo de delação na Operação Lava Jato

O ex-ministro Antonio Palocci será ouvido sobre seu acordo de delação premiada da Operação Lava Jato. A audiência visa esclarecer eventuais abusos e a "espontaneidade" da colaboração. Os desdobramentos podem repercutir nas alegações de uso político das delações.
O ex-ministro de Lula, Antonio Palocci será ouvido pela justiça na sexta-feira sobre sua delação no âmbito da Lava Jato
Antonio Palocci: movimento pode questionar a espontaneidade da colaboração de Palocci com a Lava Jato

O ex-ministro Antonio Palocci será ouvido na próxima sexta-feira, 19, pelo juiz Eduardo Appio, da 13ª Vara Federal de Curitiba, a respeito do acordo de delação premiada que firmou com a Polícia Federal em 2018 como parte da Operação Lava Jato. A audiência tem o objetivo de averiguar possíveis “abusos e prática de tortura” contra Palocci, conforme expresso no despacho de Appio.

A defesa de Palocci expressou recentemente sua disposição para esclarecer o contexto de sua prisão preventiva pela Lava Jato, assim como o contexto em que optou por participar do procedimento de colaboração premiada. Esse movimento pode questionar a espontaneidade da colaboração de Palocci com as autoridades.

O acordo de delação de Palocci tornou-se público em 1º de outubro de 2018, poucos dias antes do primeiro turno das eleições presidenciais, por decisão do então juiz Sergio Moro, que posteriormente se tornou ministro da Justiça e Segurança Pública após a vitória de Jair Bolsonaro.

O questionamento da delação de Palocci tem sido uma questão recorrente desde então. Em março de 2021, a defesa do ex-presidente Lula apresentou ao Supremo Tribunal Federal mensagens trocadas por procuradores da Lava Jato que, segundo eles, reforçam as alegações de uso político das delações.

Essas mensagens, obtidas na Operação Spoofing, mostram os procuradores da Lava Jato supostamente formando denúncias com a intenção de pressionar os acusados a aceitar acordos de colaboração. A defesa de Lula apontou isso como um exemplo de “lawfare”, a prática de usar o direito legal como arma de guerra política.

Um exemplo citado pela defesa foi uma mensagem enviada por um procurador da força-tarefa de Curitiba, sugerindo a elaboração de uma nova denúncia contra Palocci para incentivá-lo a colaborar mais. A defesa de Lula também argumentou que, apesar de os procuradores saberem que as acusações de Palocci não tinham base concreta em relação a Lula, eles não hesitaram em utilizá-las para danificar a imagem do ex-presidente.

Com informações da Carta Capital

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