Teresina, 19 de abril de 2024
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Floresta Amazônica está perdendo a capacidade de regeneração, alerta cientista

Carlos Nobre: cientista alerta para capacidade de regeneração da Amazônica
Carlos Nobre, cientesta alerta para limite da capacidade de regeneração da Amazônia

O renomado pesquisador Carlos Nobre, com décadas de experiência no estudo das mudanças climáticas, alerta que a Floresta Amazônica está perdendo rapidamente sua capacidade natural de se regenerar. A floresta, que desempenha um papel crucial na reciclagem da água e na criação de condições favoráveis para a chuva, está vendo essa habilidade diminuir.

Nos últimos 37 anos, a Amazônia perdeu 12% de sua área florestal, um dano equivalente a dez vezes o tamanho do estado do Rio de Janeiro. A situação é tão alarmante que partes do sul da Amazônia podem já ter ultrapassado o ponto de não retorno em termos de balanço de carbono, de acordo com alguns cientistas.

“A floresta está perdendo a capacidade de funcionar como sempre funcionou”, disse Nobre. “Essas árvores puxam a água, trazem e repartem essa água na superfície do solo. As outras árvores se alimentam dessa água e uma água também sobe até as folhas. Essa é uma evolução biológica que faz com que a floresta recicle muita água. Então ela transpira muito eficientemente durante a estação seca, umedece a atmosfera, cria condições para formar nuvens e chove também durante a estação seca”.

O ponto de não retorno, um conceito muito discutido entre os cientistas, é o momento em que a destruição da floresta provoca mudanças irreversíveis, impedindo a floresta de reciclar água, sustentar a vida das espécies vegetais e animais, e controlar a temperatura.

Para mitigar essas mudanças irreversíveis no ecossistema florestal, Nobre reforça a urgência de interromper o desmatamento e iniciar projetos de restauração florestal em larga escala. Ele também defende a industrialização sustentável dos produtos da floresta e a valorização dos conhecimentos dos povos indígenas e comunidades locais.

Carlos Nobre está dedicando os últimos anos de sua carreira profissional à criação de um Instituto de Tecnologia na Amazônia. O objetivo é integrar os saberes ancestrais dos povos originários e o conhecimento científico, formando milhares de estudantes para uma nova economia.

“Salvar a Amazônia significa investir na industrialização, sim, mas na indústria sustentável de produtos da floresta”, concluiu o pesquisador. “É muito importante realmente essa política nova, criar os mecanismos para a industrialização de todos esses produtos da floresta. Esse é o desafio que eu coloquei aqui, talvez o último da minha carreira profissional”.

Fonte: TV Cultura

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