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Política

Firmino Filho analisava o futuro político

Ex-prefeito Firmino Filho vivia momento de planejamento sobre eleições 2022

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Eleições de 2022 reservavam possibilidades para Firmino Filho

Firmino Filho nutria o desejo de se tornar governador do Piauí, era o que revelava aos raros confidentes mais próximos. Político experiente que alcançou quatro mandatos como prefeito de Teresina, a melhor oportunidade que teve para chegar ao Palácio de Karnak foi em 2002. Naquele ano, ensaiou uma candidatura ao governo, mas desistiu em favor de apoiar a reeleição de Hugo Napoleão.

Sem mandato, em 2006, Firmino Filho enfrentou Wellington Dias, que disputava uma reeleição. A derrota impulsou sua candidatura para vereador de Teresina em 2008. Era o recomeço.

Em mais duas oportunidades, Firmino Filho ensaiou disputar o cargo de governador do Piauí. Seria a repetição do enfrentamento contra o Wellington Dias. Em 2014 chegou a avançar nas negociações, recuou diante do cenário político à época e quase concretizou uma candidatura ao Senado, mas preferiu manter-se no cargo de prefeito.

Na última eleição geral, em 2018, estudou a viabilidade de deixar a Prefeitura para disputar o Governo do Estado. Seus planos foram frustados pela aliança entre o senador Ciro Nogueira (Progressitas) e Wellington Dias (PT). Firmino sabia que sem a capilaridade e estrutura do partido de Ciro Nogueira não chegaria longe com o projeto eleitoral naquele ano e acabou abortando.

Como político, maior plano de Firmino era ser governador Piauí

Maior pecado do PSDB, não ter penetração no interior do estado atrapalhava os sonhos de Firmino. Ele dependia de uma coligação forte para conquistar um cargo maior. E até do cenário nacional. O seu partido diminuiu tanto que, em 2020, elegeu apenas um prefeito, que recentemente acabou migrando para o PT.

Com a derrota do seu grupo político nas eleições de 2020 para a Prefeitura de Teresina – pela primeira vez em 34 anos – Firmino Filho passou a redesenhar sua trajetória política. Sabia que sem uma coligação partidária era praticamente impossível ser eleito deputado federal pelo PSDB, no partido em que estava somente conseguiria uma vaga para deputado estadual, já ocupada em sua família pela esposa, Luci, e pelo sobrinho, Firmino Paulo, ambos do Progressitas.

Firmino Filho estudava cenário eleitorais

Uma fonte revelou ao jornal Diário do Povo que conversou com Firmino Filho por whatsapp na noite anterior à tragédia. Firmino Filho fazia planos. Falou pouco, mas desenhou no diálogo uma candidatura a deputado federal, sem informar por qual partido. Disse que não sairia candidato a governador em 2022. Mas para quem conhecia Firmino, naquele dia, ele falou muito. Mas nenhum sinal de que faria o ato final.

Firmino Filho estava pressionado por todos os lados. Os correligionários do PSDB queriam a resposta se permaneceria no partido. O senador Ciro Nogueira também aguardava uma decisão de Firmino sobre a mudança para o Progressitas.

Uma outra fonte ouvida pelo Diário do Povo disse que Firmino Filho avaliava sair candidato a deputado estadual. Tinha receio de não ter êxito no Progressitas para o cargo, teria, entretanto, uma tarefa difícil pela frente: pedir para a esposa abrir mão da própria reeleição.

Firmino Filho tinha tempo para decidir. O prazo de filiação em abril de 2022 dava um certo conforto ao ex-prefeito. Ele podia decidir com calma. Pragmático, essas duvidas eleitorais dificilmente teriam abalado Firmino Filho, o homem que comandou Teresina por 16 anos.

A vida tinha reservado para Firmino Filho ainda um grande futuro político. Mas ele preferiu não ver o que seria daqui pra frente.

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