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Política

Forças Armadas e governo Bolsonaro em crise

Pujol, Ilques e Bermudez se reunem pela segunda vez em 24 horas

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A queda do ministro da Defesa, General Fernando Azevedo e Silva, provocou uma reação entre os comandantes das Forças Armadas. O general Edson Pujol (Exército), o almirante Ilques Barbosa (Marinha) e o tenente-brigadeiro Bermudez (Aeronáutica), se reuniram na noite de ontem(29) para avaliar a situação e decidirem se entregam os cargos.

Uma nova reunião foi marcada para esta terça-feira (30), desta vez com a presença do agora ex-ministro da Defesa e o do general Braga Netto, que é cotado para assumir o cargo.

A subsituição do general Fernando Azevedo foi publicada no Diário Oficial, mas não houve a nomeação do seu substituto. O cargo está vago. Um indicativo de que o presidente Bolsonaro aguarda o defescho da reunião entre os comandantes das três Forças armadas.

Segundo a jornalista Miriam Leitão, Jair Bolsonaro tem a intenção de substituir os comandantes das Forças Armadas. Fontes informaram que o alto comando só entrega os cargos com a certeza de que a independência das Forças Armadas – sua manutenção como Instituição de Estado e não de governo – estaria preservada com uma troca de comando.

Independente do desfecho, já há uma crise instalada entre Bolsonaro e as Forças Armadas. O que vai ser definido é a sua profundidade e quem conta com mais aliados dentro dos quartéis.

Bermudez, Ilques e Pujol: comandantes das Forças Armadas em impasse com Bolsonaro

Os sinais da crise entre Bolsonaro e Forças Armadas

A queda do general Fernando Azevedo revelou algo de errado nas relações entre o governo Bolsonaro e os militares. A reunião do Alto Comando das Forças Armadas demonstrou que não se tratava apenas de uma mudança comum na titulariade do Ministério da Defesa.

Uma nova reunião marcada, desta vez com a presença de Azevedo e Braga Netto, evidencia claramente que há um impasse ainda não foi resolvido, fato confirmado no próprio Diário Oficial de hoje(30) onde não consta a nomeação de um novo ministro da Defesa.

Presidente Bolsonaro deve substituir comando das Forças Armadas

Apesar de ter uma influência sobre o Exército Brasileiro, sua origem como militar, e para quem dirigiu parte de discurso de campanha, o presidente Jair Bolsonaro não possui a mesma proximidade com a Marinha e Aeronáutica, onde setores o veem com desconfiança.

A maioria dos ministros militares têm origem no Exército. A Marinha tem apenas um dos postos mais relevantes, mas sem status de Ministério, ocupado pelo almirante Flávio Focha. Ele substituiu Fábio Wajngarten na Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República. A Aeronáutica não tem ninguem egresso dos seus quadros em cargos do nível de ministros.

Esse cenário de ocupação revela que Bolsonaro não é unaminidade entre os militares. Seja qual for a intenção do atual presidente da República, ela esbarra nas Forças Armadas.

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