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Editorial

A volta que Bolsonaro dá

Editoral sobre a filiação do presidente Bolsonaro ao PL.

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Depois de dois anos sem partido, após frustada tentativa de fundar uma sigla para charmar de sua e de “namorar” diversos partidos, Jair Bolsonaro entrou para o PL, de Valdemar Costa Neto.

Até chegar ao Partido Liberal, o mesmo que foi aliado do PT e cujo presidente foi preso no escândalo de corrupção conhecido como Mensalão, Jair Bolsonaro fez um longo caminho cheio de curvas até voltar para sua origem: o Centrão.

Como bem disse hoje durante sua filiação: “eu vim do meio de vocês”. O “vocês” eram os caciques do Centrão pragmático envolvido em denúncias de corrupção com políticos que se misturaram ao que de pior havia durante os governos Lula e Dilma. São os mesmos que a Lava Jato denunciou. A mesma Lava Jato que Bolsonaro enterrou.

Junto com os restos mortais da maior operação de combate à corrupção já vista no mundo, Bolsonaro sepultou seu próprio discurso político, afinal, quem não lembra do velho general Heleno cantando “se gritar pega Centrão, não fica um meu irmão”, ou o então contundente discurso do filho 03 do presidente, durante a convenção que homologou a candidatura do pai, em 2018, questionando “se vocês vão se deixar seduzir por discurso do Centrão”.

“Eu queria tirar fotos dos rostos de cada um dos Srs. aqui. Pra saber, se em 2019, quando o couro comer pra valer, se vocês vão se deixar seduzir por discurso do Centrão ou se vão se manter firme e forte Bolsonaro”

deputado federal eduardo bolsonaro, agosto de 2018

Das bravatas de 2018 sobre “combater o Centrão”, não aceitar indicações políticas e outras coisas mais – que na verdade eram frases que a maioria dos brasileiros queriam ouvir – restam pouco daquele Jair Bolsonaro de 2018.

Sobraram os frangalhos do discurso conversador, que na prática não se traduziu em conquistas conservadoras, e o apelo religioso evangélico com que ele se apega para garantir a fatia do eleitorado mais influenciável por lideranças religiosas.

Da economia, pouco sobrou. O aumento da inflação com reflexo nos alimentos e o problema do preço dos combustíveis, jogou por terra (para debaixo dela) a esperança de um país próspero.

Bolsonaro deu muitas voltas e acabou no lugar onde começou sua carreira política. No meio deles.

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