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Editorial

Que país é esse?

Editorial sobre a situação atual de enfrentamento da pandemia e liderança política no Brasil

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Mais atual do que nunca, a pergunta do refrão da letra da banda Legião Urbana deve ecoar na cabeça dos milhões de brasileiros que, atordoados, assistem ao agravamento da pandemia no Brasil, a piora na crise econômica e a a completa polarização política.

Que país é esse que assiste quase paralisado sua saúde pública entrar em colapso? Que país é esse cuja sociedade perdeu a sensibilidade diante do número de mortes? Que país é esse onde políticos estão mais preocupados com questões eleitorais do que com uma pandemia? Que país é esse onde recursos para salvar vidas são desviados por esquema de corrupção? Que país é esse que enquanto brasileiros morrem e empresas fecham o presidente da República diz “Chega de frescura e mimimi. Vão ficar chorando até quando”?

Grandes líderes surgem para conduzirem suas nações nas maiores crises. Eles tinham em comum o fortalecimento de seu país, a união de seu povo e a busca por soluções. Winston Churchill, na Inglaterra. Charles de Gaulle, na França. John Kennedy, nos EUA. Margaret Tatcher, no Reino Unido.

Churchill foi chamado de “pai da nação” pelos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial. ‘Só se for na casa da tua mãe!’, disse Bolsonaro ao ser cobrado sobre a compra de vacinas. Que pai se dirige aos filhos assim como Bolsonaro faz?

Que país é esse?

É um país sem líderes. Sem exemplo. Sem união. Sem honestidade política, salvo raras excessões. Sem políticos autruístas. Sem conseguir resolver seus grandes problemas.

Na verdade, ao assistir o noticiário ou quando precisamos de um serviço público, nós, diariamente, sentimos na própria pele que país é esse.

Há anos, todo dia, temos a resposta. A pergunta principal que deve se feita é: como deixamos o Brasil ser esse país?

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