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Editorial

A esperança dos idosos

Vacinação contra covid-19 para idosos é uma brisa de esperança.

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Desde que a Prefeitura de Teresina começou a vacinação de idosos na capital uma brisa de esperança tem entrado nos lares dos teresineses. Uma cidade que ainda mantinha antes da pandemia da Covid-19 o hábito de cadeiras em calçadas para conversas entre vizinhos sofreu muito com o isolamento social.

Entre os mais afetados estavam os idosos: o público mais vulnerável ao coronavírus. As limitações existentes para eles já era grande, privar-se da convivência com familiares, da rotinas e hábitos que acalentavam seus dias funcionou como um veneno psicológico para muitos deles, senão a maioria.

Essa parcela da sociedade já tem muitos limitações, de mobilidade e da própria saúde. As políticas públicas para a terceira idade são limitadas em Teresina, sem dúvida, era o convívio familiar um bálsamo para suas vidas.

A pandemia da Covid-19 vai deixar muitas cicatrizes, inclusive na economia. Mas a maior delas será sem dúvida a cicatriz psicológica. Razão pela qual o poder público deveria atuar com mais eficência em oferecer assistência psicosocial neste momento de isolamento.

Amenizar os efeitos da pandemia sobre as mentes é tão importante quanto a vacinação. Permitir o acesso remoto à consultas com psicológicos e oferecer canais de atendimento e atividades à distância seria imprescindível. Mas praticamente nada disso foi feito.

Mais uma vez demostramos que somos uma sociedade moderna que negligencia seus idosos sob o ponto de vista coletivo. Poderiamos ter feito mais. Ainda dá tempo. Se o futuro está com as crianças, a esperança está com os idosos.

Esperança de que podemos fazer hoje mesmo uma sociedade melhor.

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